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quarta-feira, 16 de março de 2011

ENTREVISTA - JULLYANA FONSÊCA


Jullyana Fonsêca é formada em administração e atualmente trabalha na área administrativa de um hospital. Sua maior realização é a rotina de mãe ao lado de Murilinho, de apenas 1 ano e 4 meses!! Idade gostosa, né?! Ela também acha. 

"Adoro livros, cinema, uma boa música, sair com os amigos, mas tudo isso fica um pouco mais raro por conta do pequeno. Mas os programas mais especiais são mesmo os que faço com ele", diz Jully. 

Ela se diz uma mulher extremamente determinada, tranquila e com planos especiais para realizar ao lado de Murilinho. "A maternidade me tornou uma pessoa mais calma, paciente e reponsável". Será que isso acontece com todas as mães? 

Blog - O que fez quando soube que Murilo estava para chegar?
Jully - Fiquei extremamente feliz, principalmente porque soube no dia do aniversário do papai. Me senti a mulher mais especial do mundo, mas no fundo também havia uma sensação de medo, receio... A gravidez foi muito desejada, até mais do que planejada [risos]. Eu fazia testes de farmácia todos os meses, porque o papai extremamente ansioso ficava na expectativa... até que um deu positivo, e aí... minha família ficou radiante, isso pra mim era suficiente!!! Principalmente minha mãe e minha irmã... elas não cabiam em si de felicidade!! Todos amaram a notícia.

"É uma coisa que não se explica"
Blog - Em que momento você começou a imaginar sua criança fora da barriga? No que você mais pensava?
Jully - Desde o momento que descobri que ela estava dentro da minha barriga.. rsrsrs. 

Pensava mais na verdade se eu seria capaz o suficiente de criá-la bem, com dignidade, e em todo o amor e carinho que eu já tinha e que teria mais a cada dia!


Blog - O que sentiu quando viu pela primeira vez o rostinho de seu filho? E quando deu mama pela primeira vez?
Jully - Na verdade é uma coisa que não se explica, mas não pude acreditar que eu havia gerado e que ele havia saído de dentro de mim, que era meu, que Deus havia me dado um presente tão perfeito. Agradeci a Deus, inúmeras vezes... foi o momento mais emocionante e forte da minha vida, e amamentar... alimentá-lo de mim mesma... foi perfeito!

Blog - Como chama seu filho? Tem algum apelido carinhoso?
Jully - Chamo geralmente de Lilo, Murilinho, "mainha", amor ...

Blog - Qual foi a primeira palavra que ele falou?
Jully - MAMÃ :), suspeito isso né? mas é verdade!!

Jully e Murilo admirando o mar
Blog - Qual a principal qualidade de Murilo?
Jully - Ah, tem muitassss rsrsrs... dificil falar né, são tantas. Lilo é extremamente carinhoso, e pode crer apesar de pequenininho, ele é muito palhaço!

Blog - Qual a melhor hora do dia para você e seu filho?
Jully - Como eu trabalho o dia todo, à noite é o momento que a gente se curte mais, mas também aproveito ao máximo, aproveito muito mesmo, todas as noites brinco com ele, tiro fotos, faço vídeos... a gente se diverte! Conto as horas pra chegar em casa...

Blog - Ele já está na escolinha? Qual foi a melhor coisa que você acha que ele aprendeu lá até hoje?
Jully - Pela manhã ele fica num hotelzinho excelente, o Ser Criança, que já estimula para a escola também. Como ele adooora crianças, acredito que brincar com os amiguinhos seja o que ele mais gosta de fazer. Ele se desenvolveu bastante!

Blog - Qual a música preferida dele? E o filme, qual o preferido? E o programa de TV?
Jully - Ele gosta muito de "O pintinho amarelinho", mas dança qualquer coisa... Quanto a filmes não tem nada específico, é difícil Murilinho ficar muito tempo parado rsrsrs, mas o vídeo é a Galinha Pintadinha e Pica-pau também, ele gosta bastante.

Blog - O que mais irrita seu filho?
Jully - Dizer que ele não pode fazer uma coisa que ele já esteja fazendo...dizer NÃO a ele o deixa bem irritado!

Blog - O que mais o deixa alegre?
Jully - Brincar com ele, deixá-lo correr, interagir... quando eu o pai brincamos com ele, dá pra notar que ele fica bem feliz!

Murilo posa com a camisa do Flamengo
Blog - Qual o brinquedo que ele mais gosta?
Jully - Ele gosta muito do carrinho de controle remoto que ganhou no Natal, aviões e bola também atraem muito a atenção dele... mas geralmente ele se interessa muito por coisas que não são de brinquedo, e que quase sempre ele não pode pegar! rsrsrs

Blog - O que ele faz que mais te deixa impressionada?
Jully - A facilidade de aprender as coisas, basta ensinar uma única vez... Lilo é bem inteligente!

Blog - Qual o lugar que ele mais gosta de ir?
Jully - Ele gosta bastante do play do shopping... mas qualquer lugar que ele possa correr já o deixa bem satisfeito.

Blog - Depois que você virou mãe, o que mais mudou em sua vida? 
Jully - A maternidade me fez perceber que eu já queria ser mãe muito antes de saber disso... eu tinha a necessidade de sentir um amor incomensurável, indescritível... uma coisa maior e mais forte que eu, mais importante que qualquer coisa, que desse sentido à minha vida, e foi exatamente isso que Murilo me trouxe, todos os sentimentos mais incríveis e especiais que se pode ter. Tornou tudo melhor e mais especial, a minha vida, a minha família, o meu mundo. Não me dou o direito de pedir mais nada a Deus hoje, somente saúde e paz... porque as melhores bençãos Ele já me deu, meu Murilo.

"Se eu pudesse, daria a felicidade a meu filho"
Blog - Se estivesse ao seu alcance, o que você gostaria de dar ao seu filho?  
Jully - Felicidade, acredito que a felicidade possui todos os outros desejos, e é tudo que uma mae pode desejar...que seu filho seja feliz!

Blog - Qual o conselho que você dá às outras mamães?
Jully - Sejam realmente MÃES. É um dom único, que nem todos possuem, e se nos foi dado é porque somos únicas também! Amem as alegrias e também as dificuldades, amem as conquistas e as derrotas, os sonos e as noites perdidas... sintam prazer em ser mãe ...  sejam mães por toda a vida! Nós quem geramos, sentimos, parimos e os alimentamos de nós mesmas... não existe nada mais perfeito do que isso.

Homenagem da mamãe Jully a Murilinho!! =)


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

DIA DAS MÃES: GILMARA MOURA

Gilmara curte momento bom em sua vida
A jornalista Gilmara Moura, 28, está numa fase muito feliz e especial em sua vida. Realizada na profissão e no amor, a mãe de Richard, 9, agora espera por Sophia. Sua gestação acaba de completar nove meses e Sophia está só esperando a hora certa de vir ao mundo.

Ela elege os programas simples como opção de lazer: ficar em casa curtindo os momentos em família. "Mesmo sem ter o que fazer, temos que estar juntos. Não importa o que estejamos fazendo", diz Gil.

Blog - Você planejou alguma gravidez? Qual a diferença que você destaca entre as duas? 
Gilmara - A primeira, de Richard, não foi planejada. Na verdade, eu queria muito ter um filho. Achava-me madura o suficiente para isso. Mas uma gravidez aos 18 anos não é planejada. Não há maturidade para saber tudo que está por vir. Mas filhos são sempre bençãos, em qualquer tempo. A gravidez foi tranquilíssima, não tinha nenhum sintoma de grávida, vivia no salto e a melhor parte dos nove meses era arrumar o quartinho dele. Depois de pronto, eu passava horas vendo as roupinhas, os sapatinhos... acho que quase todas as grávidas fazem isso, né? 

Já a de Sophia, a história 'foi' outra e, em todos os aspectos. Aos 28, a disposição já não é mais a mesma. As pernas doeram muiiito, as costas idem e os pés, ah, coitados, não puderam ver um salto nem de longe...

Os quilos que ganhei nas duas não foram muito aparentes. A sensação é que só a barriga crescia. Mas a grande diferença das minhas gestações foi, sem dúvida, o momento em que cada uma ocorreu. Nesta última, me sentia amada a cada instante. A família, as amigas, todos me deram muiiito carinho. Além até do que eu me sentia merecedora. Meu casamento também está infinitamente mais fortalecido. E isso fez toda a diferença.

Ser uma menina-grávida (como as pessoas me chamavam naquela época), implicava, às vezes, numa certa vergonha de dizer a minha idade... Sabe como é, até em um consultório médico, as desconhecidas querem dar opinião na vida alheia... (risos). 

Blog - Quais as pessoas que mais te apoiaram nesse momento?
Gilmara - Na primeira, minha mãe. Ela sempre esteve presente, desde o anúncio da gravidez até os cuidados com Richard. Agora, todos. O momento é outro. Tenho um marido e um filho maravilhosos que me cercaram de mimos e me fizeram submergir em amor. Agora também são muitas amigas carinhosíssimas. O carinho veio por todos os lados.

"O carinho veio por todos os lados"
Blog - Em que momento você começou a imaginar sua criança fora da barriga? No que você mais pensava?
Gilmara - Desde o primeiro momento. Pensava no rostinho. Se ia parecer comigo ou com Jean, meu esposo. Pensava se teria cachinhos ou o cabelo lisinho... Jean, por exemplo, não podia ver um bebê que já começava a imaginar se Richard e agora Sophia, seriam assim ou assado. Pensava como seria educá-la e conduzí-la por um caminho reto.

Blog - O que sentiu quando viu pela primeira vez o rostinho de seu filho? E quando deu mama pela primeira vez?
Gilmara - Inexplicável. Quem é mãe sabe disso. Eu não sabia se sorria ou chorava... Tenho essa cena gravada na minha mente até hoje e sei que nunca vou esquecê-la. Richard era lindo, o mais bonito de todos (dê um desconto, né? Afinal, sou mãe!). Ele era bem grande, maior que as outras crianças do berçário no dia em que nasceu. E isso me enchia de orgulho!! A amamentação foi um processo difícil. Como diz Jean, Richard mamou leite e sangue ao mesmo tempo... Já dá pra ter uma ideia de como foi, né?

Blog - Seu filho tem algum apelido carinhoso?
Gilmara - Pinguinho. Ele é nosso Pinguinho!

Blog - Qual foi a primeira palavra que ele falou?
Gilmara - Papá.

Blog - Claro que você vê muitas qualidades em seu filho, mas qual a principal?
Gilmara - Peço licença pra citar duas: a doçura e a responsabilidade, mesmo tendo apenas 9 anos!

A doçura é uma das principais qualidades de Richard
Blog - Qual a melhor hora do dia para você e seu filho?
Gilmara - Todas as horas que estou com ele são especiais. Mas a hora em que vamos dormir, que nos abençoamos e nos despedimos é indescritível.

Blog - Onde ele estuda? Qual foi a melhor coisa que você acha que ele aprendeu na escola até hoje?
Gilmara - Richard estuda desde os dois anos no Colégio Dinâmico e está no quinto ano. Também faz inglês há um ano e agora fará musicalização no Conservatório de Música. O que ele aprendeu de melhor até hoje foi a responsabilidade com o meio ambiente. Ninguém jogue um papel de bala pela janela do carro que ele dá uma lição de moral...kkkk

Blog - Qual a música preferida dele? E o filme, qual o preferido? E o programa de TV?
Gilmara - O estilo musical de Richard é música eletrônica e funk. Sim,  ele tem seu estilo musical próprio... (risos). Ele gosta d'Os Arrebatados, da Tribo do Funk, dentre outros. Quanto à programa de TV, os seriados americanos. I Carli sai vencedor nessa categoria...

Blog - O que mais irrita seu filho?
Gilmara - Quando não damos muito espaço para ele explicar a sua versão dos fatos.

Blog - O que mais o deixa alegre?
Gilmara - Um brinquedo desejado. No momento um tal de Lego.

Blog - Se ele pudesse ser um animal, qual seria?
Gilmara - Fui perguntá-lo e ele respondeu: "um tigre, porque ele é o rei. É ele quem manda' e 'também queria ser um cachorrinho, porque é bem fofinho...'

Blog - Qual o livro que ele mais curte?
Gilmara - Fora dos livros didáticos, ele gosta muito de ler a Bíblia.

Blog - Qual o brinquedo que ele mais gosta?
Gilmara - Video game, computador e lego.

Blog - O que ele faz que mais te deixa impressionada?
Gilmara - Richard tem uma capacidade de memorização fantástica.

Blog - Qual o lugar que ele mais gosta de ir?
Gilmara - Cinema. E agora o 3D. Pronto, eis que fiz uma criança feliz!

Gilmara e sua família à espera de Sophia
Blog - Depois que você virou mãe, o que mais mudou em sua vida?
Gilmara - Tudo. Depois da maternidade, a vida nunca mais é a mesma. Costumo dizer que uma mulher que passa por esta vida sem saber o que é ser mãe, ela não soube nada. Sem dúvida mudei. E mudei pra melhor. Aprendi o real sentido da palavra amor e dos verdadeiros valores da vida.  

Blog - Se estivesse ao seu alcance, o que você gostaria de dar ao seu filho?
Gilmara - Já procuramos dar nosso melhor pra ele. Não poupamos esforços por nossos filhos. Eu, particularmente, abdico de qualquer coisa pra ver uma carinha de felicidade no meu Pinguinho.
Mas uma coisa que o dinheiro pode proporcionar e que, se eu pudesse o daria, seria Uma viagem por todos os lugares do mundo que ele sonha em conhecer. e olhe que a lista é grande! (risos).


Blog - Você está prestes a ter Sophia. Como está a expectativa de recebê-la? E a família?
Gilmara - Meu Deus, nem sei como descrever. A expectativa é enoooorrrme. Sophia é, para nós, uma promessa divina. Deus me falou que me daria uma menina há quase dois anos. Assim o fez também com Jean. Nós cremos e agora nos sentimos prontos para receber nossa benção. Nosso presente divino... Quanto ao parto, há um refrigério em meu coração. Estou calma e me sinto preparada. Preparada, inclusive, para ser mãe de dois!

Blog - Como seu filho tem se comportado à espera de Sophia? Ele anda com ciúmes?
Gilmara - Muito bem. Richard sempre quis ter uma irmãzinha. Por alguns momentos, principalmente na hora da compra do enxoval, percebia uma certa carinha de 'quanta coisa só pra ela'... Mas eu, imediatamente explicava que também havia comprado tudo aquilo pra ele, antes do nascimento e logo ele entendia... Minha sorte é que, na época, fotografei cada detalhe do quartinho dele, então, mostrava as fotos e logo o ciumezinho passava... Mas isso ocorreu apenas duas vezes. Como ele gosta de bebês, sinto que ele será um irmão bem carinhoso...

"Sophia é uma promessa divina para nós"
Blog - Já sonhou ou imaginou o rostinho de Sophia? 
Gilmara - Só sonhei uma vez, mas não via o rostinho... Deus prefere me fazer uma surpresa... (risos).


Blog - Qual o conselho que você dá às outras mamães?
Gilmara - Gerar uma criança em seu ventre é um privilégio. Um dom. Uma dádiva de Deus. Por isso, aproveite cada instante, viva cada momento. E transforme o mais simples dele em um instante único e especial para seu filho. Ele nunca vai esquecer...  Ah, e agradeça a Deus todos os dias por Ele ter te escolhido para receber e conduzir um anjo aqui na terra!



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

DIA DOS PAIS - WERDEN PINHEIRO

"Ela é quem escolhe os temas de tudo, eu sou apenas o pai"

Elisa e Werden curtem muito o tempo de lazer
Para o músico e publicitário Werden Tavares Pinheiro, 29, ter filhos é um exercício de "paciência, olhar atento e coração livre e liberado pra amar". E ser pai de Elisa Gomes Pinheiro, 4, é viver em um mundo divertido, colorido e com espaço para inúmeras criações. As atividades do dia a dia entre pai e filha se dividem entre músicas, animações, histórias e muita comédia. Vale perceber, durante a entrevista, o quanto dos gostos e da percepção de mundo a Elisa aprende com o pai. Depois de ler essa entrevista, fica a pergunta: quantas coisas Werden e Elisa tem em comum? =)


Blog - Como recebeu a notícia da paternidade?
Werden - Não vou mentir, tomei um belo susto. Namorava há pouco tempo, sete meses, tinha perdido o meu pai há coisa de 4 ou 5 meses e tinha um emprego recente que pagava muito, muito mal. Levei uns 2 meses para entender tudo isso. Mas quando ela nasceu, parecendo o Smigle do filme "O Senhor dos Anéis", meu olho encheu de lágrimas e eu comecei a entender melhor as coisas.


Blog - A partir de que momento você começou a se acostumar com a idéia?
Werden - Quando eu fui morar com a mãe dela e a Elisa ficava chutando à noite. Aquilo era surreal para mim. Dava pra ficar conversando com ela.


Blog - Durante a gravidez, qual foi sua participação? Você costumava ir às consultas de pré-natal?
Werden - Lembro de ter ido às ultrassonografias, mas não vou mentir... esse processo todo de médicos me confunde um bocado. Lembro de três exames e duas idas ao obstetra.



Werden e Elisa no primeiro dia de vida dela
Blog - O que sentiu quando viu pela primeira vez o rostinho de Elisa? 
Werden - Achei ela um bichinho feio, toda sujinha de coisas da barriga e o mais apaixonante do mundo. As mãos enroladinhas ainda, aquele olho mal abrindo, choraaannddoo acho que de uma forma torta da pra dizer que amor à primeira vista independe da beleza imediata. 

Mas ainda bem que hoje em dia ela é beemmm bonitona acima da média, isso ajuda mais. Mas eu amaria mesmo se não fosse assim.


Blog - Como você chama a Elisa? Tem algum apelido carinhoso?

Werden - Elisa, Elisinha, Elisa Elisabeth, Pocahontas, Aurora, Ligurinha...etc etc etc e por fim Florzinha e Princesa. Mas quando estou zangado é Elisa Gomes Pinheiro!


Blog - Qual foi a primeira palavra que ela falou?
Werden - Direi sempre que foi "papa". 

Werden adora curtir a piscina com Elisa
Blog - Como você faz para conciliar o trabalho e os momentos com sua filha?
Werden - Minha profissão e meu lazer se confundem constantemente. Atualmente eu trabalho com audiovisual, sou diretor de programação da Aperipê TV, mas além disso eu sou publicitário, músico e produtor de eventos. Eu e Elisa adoramos ir ao cinema ver desenhos (de preferência), ou ficar em casa vendo DVD. Ela adora desenhos antigos... acabamos de ver toda a série dos Jetsons em DVD, vimos 79 vezes (as que eu contei) "A Bela Adormecida"... e assim é geralmente com os desenhos que ela gosta. Nós até decoramos os diálogos. A gente também adora brincar com câmera digital. Outro dia eu ensinei ela a fazer um vídeo em stop motion, ela inventou uma história com as bonecas dela, ajudei a fazer as fotos e o videozinho ficou pronto. Ontem à noite a gente pegou os meus violões e ficou brincando de fazer música, eu toco qualquer melodia e ela cria as letras. Sim, ela quem escolhe os temas de tudo, eu sou apenas o pai. Ela também se diverte muito com a minha mãe brincando de lojinha em cima da cama dela.


Blog - Claro que você vê muitas qualidades em seu filho, mas qual a principal?
Werden - A cabeça dura dela... e o jeito fofo de pronunciar as palavras. Além da manha dela cantando as palavras para falar qualquer coisa.


Blog - Qual a melhor hora do dia para você e sua filha?
Werden - Acho que depois das 19h, quando eu chego do trabalho e dá tempo de ver uns 10 desenhos. E hoje, divorciado e solteiro, o melhor programa do fim de semana é brincar tudo aquilo que eu contei ou curtir a piscina com a dona Elisa.


Blog - Ela já está na escolinha? O que ela mais gosta de fazer e qual foi a melhor coisa que você acha que ela aprendeu na escola até hoje?

Werden - Ela estuda Infantil 2 no Arqui da Farolândia. Gosta muito dos animaizinhos e dos coleguinhas da sala de aula. Sempre que eu vou buscá-la, ela tem que terminar alguma brincadeira com eles. Eu fico rindo. Talvez ter mais paciência tenha sido a maior lição até hoje para ela.


Blog - Qual a música preferida dela? E o filme, qual o preferido? E o programa de TV?
Werden - Talvez hoje seja uma do meu disco chamada "A Flor do Jardim", que ela jura que eu fiz para ela. Filme acho que pra ver comigo é sempre "A Bela Adormecida" (foi a primeira história que eu contei para ela dormir). Programa de TV com certeza ainda está entre "Peixonauta" e "Princesas do Mar", do Discovery Kids. Menção honrosa pra "Dora, a Aventureira".


Blog - O que mais irrita sua filha?
Werden - A cabeça dura também. O que também é uma gracinha...


Blog - O que mais a deixa alegre?
Werden - Quando ela não quer me deixar ir para a rua e pede: "Papai, fique comigo". Ela acaba me colocando pra dormir. Nocaute!!


Blog - Se ele pudesse ser um animal, qual seria?
Werden - O abominável monstrinho bicho da carie.


Blog - Ela já lê? Qual o livro que ela mais curte?
Werden - Qualquer um de princesa. Tem um HQ da "Bela e a Fera" que eu dei pra ela.


Blog - Qual o brinquedo que ela mais gosta?
Werden - Para brincar comigo, acho que o meu violão, mas de certeza é a Barbie Sereia.

O que Werden e Elisa tem em comum? =)
Blog - O que ela faz que mais te deixa impressionado?

Werden - A percepção dela para as coisas ao redor e a capacidade de uma guria de 4 anos querer me enganar.


Blog - Qual o lugar que ela mais gosta de ir?
Werden - Game Station, Sweet Play, Parque da Cidade e Piscina do Prédio.


Blog - Depois que você virou pai, o que mais mudou em sua vida? E sentimentalmente, você se acha uma pessoa melhor?
Werden - Atualmente mais paciência, mais calma, mais atento às coisas pequenas... acho que até mais cuidadoso com elas. Fica a dúvida para vocês se isso me faz um cara melhor.


Blog - Se estivesse ao seu alcance, o que você gostaria de dar à sua filha?
Werden - Aulas de música, viagens ao redor do mundo. Enfim, tipos de conhecimento... mesmo algum brinquedo que seja diferente do tradicional e que faça ela começar a questionar as coisas do mundo.


Blog - Qual o conselho que você dá a outros papais
Werden - Paciência, olhar atento e coração livre e liberado pra amar. Quando você mal pensar, já se sentirá um pirralho mais novo e inocente que o seu.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

DIA DOS PAIS - RAFAEL ARAGÃO


Quinta-feira é Dia dos Pais aqui no blog!! Na semana passada, enviei as perguntas para dois papais e nenhum deles me respondeu a tempo da primeira publicação da seção... (papais, me ajudem viu?!)

Por isso, como encontro-me em apuros, recorri à carta coringa do baralho... Nesse caso, o primeiro entrevistado é Rafael Aragão, o pai de uma linda princesinha de cinco meses chamada Maria Joana!! (risos).

Rafael e Maria Joana em foto recente
Rafael, 25, estuda Ciências Sociais na Universidade Federal de Sergipe (UFS) e trabalha como estagiário no Núcleo de Produções Especiais (NUPE) da TV Aperipê, onjde se aproximou da área do audiovisual. Ele é apaixonado por livros e revistas e até tem uma biblioteca própria. "Tomara que Maria Joana se interesse por tudo isso", torce ele.

Já foi um participante ativo do movimento estudantil da UFS - "Foi aí que eu conheci a mãe de Maria Joana" -, mas hoje diz que está mais afastado pelas obrigações de pai e do trabalho. Gosta de política e se considera um partidário da esquerda - "Sem medo de me chamarem de utópico, idealista...". Nessa entrevista, ele fala sobre a experiência de ser pai, os desafios para quem é marinheiro de primeira viagem e os prazeres dessa nova vida.

Blog - Qual foi a sua sensação quando soube que iria ser pai?
Rafael - É difícil explicar. Não vou dizer que nunca me imaginei pai, já havia pensado na idéia. Porém, achava que ainda era muito cedo. Não tinha condições psicológicas e principalmente financeiras para ser pai. É uma responsabilidade para a vida toda, uma vida que você tem que cuidar, educar, lutar por ela. Em momento algum me achei preparado. No entanto, busquei ficar tranqüilo e não deixar a ansiedade e as preocupações me abaterem.

Blog - Quais as pessoas que mais te apoiaram nesse momento?
Rafael - Minha familia me apoiou sempre. Apesar do susto, já que eu e Pri não éramos casados, nem noivos e ainda estávamos estudando (Pri tinha acabado de se formar). Então, foi uma surpresa geral, mas ninguém foi contra ou me deu bronca. Os amigos também sempre se mostraram presentes, apoiaram, ligavam pra saber se estava tudo bem. Acho que Maria Joana foi muito bem recebida.

Blog - Como chama sua filha? Tem algum apelido carinhoso?
Rafael - Minha filha é a Maria Joana, a menina que inspirou esse blog. Sempre gostei desse nome. Tem gente que chama ela de Joaninha, Mariazinha, mas eu chamo de meu bebê, mesmo. (risos)

Blog - Em que momento você começou a imaginar sua criança fora da barriga? No que você mais pensava?
Rafael - A primeira ultrassom foi emocionante, porque é a primeira vez que você vê o bebe ali se formando, e aí é que eu comecei a imagina minha filha fora da barriga. E lógico que, quando você imagina que dentro de alguns meses você estará com o bebê nos braços, é mágico.

"Imaginar que em poucos meses você
estará com sua filha nos braços é mágico!"
Blog - Durante a gravidez, qual foi sua participação? Você costumava ir às consultas de pré-natal?
Rafael - Sim, não fui a todas, mas sempre que pude fui paras as consultas. Durante a gravidez, acho que o papel do pai é estar ao lado da mãe, não há muito o que fazer a não ser estar sempre presente.

Blog - O que sentiu quando viu pela primeira vez o rostinho de sua filha? E quando a pegou no colo?
Rafael - Eu assisti o parto e posso dizer que é emocionante. Infelizmente não foi parto normal, porque acho que a emoção seria ainda maior. Maria Joana nasceu bem "molinha", confesso que na hora me assustei. Eu nem sabia o que dizer, não tem como explicar você olhar aquele bebezinho tão pequenininho e dizer: “é minha filha". Ela ficou pouquíssimos minutos com a gente, teve que ir para a sala da UTIN (Unidade Intermediária de Tratamento) para pegar mais oxigênio, ma ainda consegui vê-la de madrugada, toda limpinha e de roupa trocada. Um alívio. No outro dia, ela já estava com a gente. Ela ainda deu outro susto quando se engasgou com a mama e fiquei imóvel. Realmente vi que sou a pior pessoa para primeiros socorros (risos). Depois disso foi que aprendi que sempre temos que colocar o bebê pra arrotar. Pai de primeira viagem é fogo!!. Pegar no colo no começo é complicado, mas com o tempo você não só pega a prática, como a criança vai crescendo e tudo vai se tornando mais fácil e prazeroso.

Blog - Claro que você vê muitas qualidades em sua filha, mas qual a principal?
Rafael - Como ela só tem cinco meses, ainda tem muito para desenvolver. Mas a melhor qualidade dela é o sorriso, ela está sempre sorrindo. E acho que saiu aos pais, pois adora uma festa e não é de ficar chorando, nem de estranhar ninguém, além de estar sempre de bem com a vida (risos).

Blog - Qual a melhor hora do dia para você e sua filha?
afael - É quando eu fico deitado com ela, brincando no colchão, fazendo ela sorrir, rolando, dando gritinhos... nem sempre a gente tem tempo de ficar assim. 

Maria Joana ouvindo música nos
braços do pai, com apenas um mês
Blog - Ela já tem alguma música preferida ou programa de TV?
Rafael - Como já disse, ela ainda é pequininha para dizer do que gosta, mas que ela adora música, isso é fato. Já coloquei ela pra dormir ouvindo o CD do Marvin Gaye (What’s Going On) , já a acalmei ouvindo o disco dos Beatles (Abbey Road), além de outros sons que a gente percebe que ela gosta, como reggae. Mas o dia mais engraçado foi quando ela estava chorando com sono, e a mãe não estava em casa. Então, coloquei vários clipes para ela assistir e, ao som de Snoop Dog (Beautiful), ela simplesmente adormeceu sozinha. Isso demonstra o quanto ela vai gostar de música. Maria Joana ainda não tem filme favorito, mas posso dizer que ela gosta dos Simpsons. Ela fica ligada nos homenzinhos amarelos (risos).

Blog - O que mais irrita sua filha?
Rafael - Ela não gosta de ficar com fome (normal, né)? E a gente vem percendo que ela não está mais afim de ficar no carrinho.

Blog - O que mais a deixa alegre?
Rafael - Ela é muito risonha, gosta que brinquem com ela, que conversem. Ela sempre responde a tudo com um sorriso.

Blog - Qual o brinquedo que ela mais gosta?
Rafael - Ela adora brincar com os aviõezinhos que ela ganhou, é um móbile musical.

Blog - O que ela faz que mais te deixa impressionado?
Rafael - Tudo (risos). A cada dia é uma nova surpresa, uma coisa diferente.

Blog - Depois que você virou pai, o que mais mudou em sua vida? 
Rafael - Você passa a pensar no futuro de outra forma. Se antes você tinha planos e às vezes não tinha tanta pressa, hoje você tem muito mais planos e muito mais pressa (risos). A preocupação de levar uma vida “na boa”, sem muitos sustos, pois agora você tem alguém pra cuidar. Não sei se me tornei uma pessoa melhor, mas ter um filho é um exercício de paciência também. Principalmente nesses primeiros meses que a criança não fala, ela chora e pronto. Você acaba se tornado mais paciente, compreensivo... e mais babão também (risos). Acredito que quando você embarca nesse mundo da paternidade, as coisas mudam bastante. Se você deixar tudo nos ombros da mãe, com certeza as mudanças serão menos sentidas.

Rafael levou Maria Joana para conhecer Plínio de Arruda
Blog - Se estivesse ao seu alcance, o que você gostaria de dar à sua filha? (Pode ser um bem material ou não).
Rafael - Eu farei tudo que for possível para que Maria Joana tenha uma vida bacana. Que ela possa estudar com tranqüilidade, acumular conhecimento. Como diria Pierre Bourdieu, tentarei transferir o máximo de capital cultural para ela. Assim acredito que ela possa, quando crescer, não só ter independência, mas o prazer de conhecer o mundo e se jogar na vida. Então tudo que estiver ao meu alcance, eu farei.


Blog - Qual o conselho que você dá a outros papais?
Rafael - Não sei se com 25 anos de idade e uma filha de 5 meses, posso dar conselhos para outros pais. Digo apenas que aproveitem ao máximo, pois os filhos um dia vão crescer, querer sair de casa e aparecerão em casa dizendo que serão pais (risos).


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

DIA DAS MÃES: ALINE BRAGA

Ethan é exatamente do jeitinho que imaginei durante a gravidez!”

Inteligente, observador e altamente questionador. Esse é Ethan Eliaquim, um rapazinho de sete anos que enxerga tudo ao seu redor como um grande mundo a ser desvendado com bravura e perspicácia. Acho que poderia nomear de 'coração aberto' a principal qualidade do Ethan”, derrete-se a mãe, Aline Braga, 28, que chama seu filhote de 'meu preto'.

Aline Braga apresenta seu filho: Ethan Eliaquim
Foto: Arquivo Pessoal
Na primeira entrevista de inúmeras que ainda vão rolar na seção Dia das Mães do nosso blog, a jornalista cultural nos mostra a importância de prezar por uma educação pautada na compreensão e no sentimento de coletividade.

Blog – Antes da chegada de Ethan, como era o seu dia a dia?
Aline – Eu sou jornalista, mas antes eu já fui atriz. Sou filha única até hoje, de pais separados. Morei metade da minha vida com minha mãe, a outra metade com meu pai. A partir daí fui mãe, e a maior parte do tempo de mãe, morei longe da minha família.

Blog – Qual foi sua reação quando soube que estava grávida?
Aline - Não foi nada planejado. Mas a primeira resposta oficial saiu da boca de minha mãe: ‘Line, você está grávida. Dá para ver pelo seu corpo’. Mãe é mãe. Fiquei desnorteada, literalmente, porque fui criada para dominar o mundo como mulher e profissional. Estilo independente, cheia de opiniões, de vida, do tipo que assusta o sexo oposto, que viaja quando quer, sem estar presa a nada – do tipo quase ‘tô nem aí’ e achando piegas qualquer sentimentalismo. E tenho de confessar, até certo momento da minha vida as crianças praticamente não existiam. E quando engravidei, ainda funcionava assim na minha cabeça.

Blog - Quais as pessoas que mais te apoiaram nesse momento tão complexo?
Aline - Sem sombra de dúvida, meu pai e minha mãe. Emocional e financeiramente. Foi uma decisão muito difícil a de assumir a gravidez, até por conta da condição que eu e pai tínhamos: nenhuma. Mas não posso negar, muito mais do que eu, à sua maneira, meus pais sempre estiveram ali, firmes e fortes. Conscientes do que eu ainda teria de enfrentar e acho que por isso tão compreensivos. De tudo isso o mais importante foi que depois de pensar, pensar, pensar muito, coloquei na minha cabeça que tudo funcionaria o mais próximo possível de algo planejado, no sentido da tranquilidade para a criança. Esse pensamento funcionou e funciona até hoje.

Blog - Como foi sua gravidez?
Aline - No começo eu ainda estava cursando o último semestre de UFS, antes de transferir para UFMG. Adorei estar grávida. Como gosto de comer, bati todos os restaurantes de Aracaju para que Ethan provasse ainda na barriga muitos sabores. Eu me sentia linda, super poderosa. Primeiro porque ele sugou todas as minhas carnes. E bem durante a gravidez Ethan escutou muita música. Eu ficava deitada no tapete e ouvia vários CD´s para bebês, sem contar as historinhas e as longas conversas que tínhamos. Eu contava sobre seus avós, sobre tudo. E quando o pai chegava em casa minha barriga virava um pula-pula. Incrível!

"Ethan é exatamente do jeitinho que imaginei"
Foto: Ana Lícia Menezes
Blog - Em que momento você começou a imaginar sua criança fora da  barriga? No que você mais pensava?
Aline – (Risos). Ethan é exatamente do jeitinho que imaginei. Eu não tinha essa ansiedade de vê-lo fora da barriga. Claro, tinha curiosidade, porque pela ultrassom ele era buchechudo igual a mim e queria ver também as pernocas gordinhas. Acho que por não ter essa ansiedade exacerbada minha placenta envelheceu (risos). Mas devo admitir que pensar ele fora da barriga me remetia à total falta de habilidade com crianças. Como ia fazer? Até então acho que tinha carregado apenas duas no colo em toda a vida. Depois que ele nasceu, tudo ao contrário. O instinto e o amor fazem você usar a mão, o corpo, tudo do jeitinho para deixar a criança confortável e ser amada. 

Blog - O que sentiu quando viu pela primeira vez o rostinho de seu filho?
Aline - Gente, tudo era muito novo para mim. Preciso dizer isso porque depois percebi que mesmo as meninas que não têm filhos acompanham gravidez e criação de crianças das irmãs, tias, etc, e daí sabem como funcionam as coisas. Eu não. Era como se me colocassem agora numa nave que fosse viajar à lua. Quando colocaram Ethan no meu colo (e sinto a mesma emoção até hoje) simples e naturalmente caiu uma lágrima do meu olho, depois outra e outra. Fiquei olhando para ele e quando menos esperei o levaram para lavar. É uma sensação tão forte que quando olhei para o vidrinho lá estava minha amiga Joana (nos conhecemos com 11 anos) chorando também. Sempre guardo na memória o rostinho de tranquilidade de Ethan quando ele dormia nos meus braços. É como hoje quando faço carinho nele dormindo e ele sorri.

Observador: a cada dia, uma descoberta
Foto: Oliver Garcia
Blog – Quais os ideais que você procura ensinar a Ethan?
Aline – [Por ser filha única de pais separados], sei exatamente o que é estar no lugar de Ethan, e isso pauta muito a educação que lhe dou, digamos, expansiva. No mais, acredito que três características me distinguem e, por consequência, influenciam a personalidade de Ethan: a tentativa do bom humor constante, a total repulsa a injustiças e o fato de ser uma pessoa preocupada com o ensino de um pensamento coletivo. E isso foi estimulado e quem sabe aprimorado com o nascimento de Ethan e por enfrentar a realidade de educar alguém que depois pudesse se virar sozinho.

Blog – O que vocês costumam fazer juntos?
Aline – Com Ethan gosto de brincar, jogar xadrez, andar de bicicleta, levá-lo para andar de skate, sair para comer (nós dois gostamos muito), ler, ver desenho e criticar as bobeiras que passam, ouvir suas experiências na escola e dar conselhos e de aproveitar os momentos em família (antes, lá em BH, não tínhamos). Hoje fazemos essa parte mais ‘pensativa’, antes era mais físico, ajudar a andar, a mexer em um brinquedo, a manusear algo.

Blog - Claro que você vê muitas qualidades em seu filho, mas qual a principal?
Aline - Eu não sei se vou saber nomear corretamente, mas de longe a maior qualidade de Ethan é a compreensão, o aceitar o jeito das pessoas, acho que poderia nomear de ‘coração aberto’.

Blog - Qual a melhor hora do dia para você e seu filho?
Aline - Gosto muito de qualquer hora que paramos para conversar. Pode ser quando ele vai tomar banho, quando estamos jogando, quando estamos no carro, quando vou colocá-lo para dormir. Recentemente o pai dele disse: “É muito bom sair para fazer qualquer coisa com Ethan”. Concordo com isso.

Blog - Onde ele estuda? Qual foi a melhor coisa que você acha que ele aprendeu na escola até hoje?
Aline - Ethan estuda na Nossa Escola. No ano passado o que me marcou foi ele ter adquirido uma postura diferente em relação a autoridades. Para ele hoje, a figura de autoridade é formada mais por alguém que ele respeita, que vê que entende das coisas, do que de ‘poder’ no sentido mais raso da palavra. Essa contribuição eu devo à Nossa Escola. Ao CEIA (em BH), devo à possibilidade de estudar por três anos com uma aluna que tinha síndrome de down. As professoras sempre ensinavam que ela era diferente, mas que eles poderiam aprender a se relacionar. E o Ethan me dizia: “Mãe, só não brinca com ela quando está com raiva”. Isso também foi importantíssimo.

Ethan lida muito bem com as diferenças
Blog - Qual o filme preferido dele?
Aline - Mais recentemente ‘Karatê Kid 3’ virou a paixão (ele quer ser professor de Kung Fu), mas ele adoooora também ‘Alvin e os esquilos’. Aliás, um dos lugares bons para ir com Ethan é ao cinema para ver comédia. Quando ele tem crise de riso, sem brincadeira, o cinema todo ri, sempre. 

Blog - O que mais irrita seu filho? E o que o deixa mais alegre?
Aline – Ele se irrita quando alguém não entende o que ele diz ou relata errado algo que ele falou ou fez. Ah, as tirações de onda dos amigos, a depender do que for, conseguem tirá-lo do sério também. Agora, contente ele fica quando come algo que está com vontade, passeia com os amigos, quando consegue fazer algo que é difícil para ele.

Blog - Qual o livro que ele curte?
Aline - Ethan adora livros de aventura, espião ou comédia. Acho que o que ele mais gosta é ‘O livro perigoso para garotos’. Toda vez que lemos algo desse livro, ele sente que pode fazer qualquer coisa.

Blog - O que ele faz que mais te deixa impressionada?
Aline - Realmente me impressiona a percepção dos sentimentos das pessoas nas entrelinhas das situações e como ele relata isso com tanta clareza.

Blog - Qual o lugar que ele mais gosta de ir?
Aline - Atualmente, coisas bem moderninhas: Mc Donalds e a pista de skate da orla. Se atualmente não morássemos com meu pai, diria que é o lugar que ele mais gosta. Ethan já disse milhões de vezes: “Mãe, parece que a casa do vovô foi feita pra mim”.

"Hoje sou uma pessoa muito melhor"
Foto: Arquivo Pessoal
Blog - Depois que você virou mãe, o que mais mudou em sua vida?
Aline - Com certeza sou uma pessoa melhor. Mais compreensiva e com mais noção de que muitas coisas se constroem com o tempo. Hoje entendo mais as limitações e sei perceber as qualidades das pessoas. Os planos de quando tinha 20 anos, antes de saber que estava grávida, para os 20 depois da notícia, mudaram integralmente. Hoje penso mais a longo prazo e dou importância a detalhes da convivência entre as pessoas que antes não me importavam. Ah, e aprendi a me relacionar com outras crianças também.

Blog - Se estivesse ao seu alcance, o que você gostaria de dar ao seu filho?
Aline - Viiixe, eu quero dar muitas coisas a Ethan. Uma casa bem grande para ele poder montar sua academia (se ele não mudar de ideia quando crescer). Queria lhe dar uma viagem pelo mundo quando estivesse grande, uma casa na árvore ou uma casinha só de brincar no quintal de casa. Queria poder não trabalhar para estar mais com ele.

Blog - Qual o conselho que você dá às outras mamães?
Aline - Acho difícil isso de conselho porque realmente cada ‘ser mãe’ é diferente, pela personalidade que carregamos antes e pelas condições em que temos nossos filhos. Uma coisa que meu pai me disse quando Ethan tinha um ano marca minha maneira de educar: “Para criar, use sua intuição, faça de acordo com as coisas que você acredita”. É a pura verdade. Principalmente quando são bebês, todos querem dizer como acalmar, como colocar para dormir, depois como controlar as birras. Mas é muito mais eficiente e melhor para a relação com os pais se são eles que descobrem sozinhos o que vai com a personalidade do filho e com o que eles, os próprios pais, acreditam que é o melhor. O que quer que seja, será sempre com muito carinho. Isso me lembra uma coisa dita pela Marcelo Tas, que já é pai de quatro (se não me engano): um dos ingredientes mais importantes é o afeto.