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sexta-feira, 1 de março de 2013

A atuação do enfermeiro na Educação Infantil

Os berçários e hoteizinhos têm sido importantes aliados na educação infantil das crianças. Enquanto os pais trabalham, estudam ou realizam outras atividades, têm a confiança de que há profissionais não apenas tomando conta, trocando fraldas ou colocando para dormir, mas principalmente desenvolvendo atividades pedagógicas capazes de estimular a coordenação motora e cognitiva das crianças. 

Enfermeira mostra primeiros cuidados em casos de acidente
Para que o projeto pedagógico implementado na instituição atenda às necessidades das crianças, é necessário que o berçário ofereça uma equipe multidisciplinar, composta por pedagogos, monitores, nutricionistas que elaborem um cardápio saudável e outros profissionais adequados para atuar na educação infantil. Por isso, os berçários que possuem em seu quadro funcional profissionais da área de saúde se destacam por transmitir segurança e tranquilidade aos pais. 

Quando os familiares não estão por perto, são esses profissionais que promovem atividades realmente benéficas à mente e ao corpo da criança e previnem acidentes e machucados. E, mesmo quando os acidentes ocorrem, estão perfeitamente qualificados para tratar dos primeiros cuidados. Esse é o caso do Berçário Hotelzinho Primeiros Cuidados, fundado e gerido por uma equipe de enfermeiras. Para a enfermeira e gestora da instituição, Vilma Pereira, a presença desse profissional na equipe é fundamental não só para cuidar da saúde da criança, mas também para coordenar, orientar e supervisionar os outros profissionais que estão em contato direto com as crianças. 

“Nessas instituições, o enfermeiro executa treinamento com as cuidadoras - que no nosso caso são todas auxiliares de enfermagem -, capacitando-as a avaliar a criança sob um olhar profissional direcionado, avaliando sua frequência respiratória, cardíaca, sinais vitais e se o desenvolvimento está condizente com a idade cronológica. Em caso de qualquer alteração, administramos os primeiros cuidados, prevenindo assim uma maior complicação, com base nos conhecimentos de puericultura”, afirma Vilma.


Profissionais de saúde atuam na Educação Infantil
Em sua grade curricular, o enfermeiro tem conhecimentos técnicos e científicos a respeito de cuidados com crianças saudáveis e hospitalizadas. Por isso, nos berçários, eles têm autonomia para aplicar cuidados de enfermagem em todas as circunstâncias que se fizer necessário. Além disso, a orientação direcionada aos pais e o esclarecimento de suas dúvidas são elementos fundamentais para que eles se sintam tranquilos e seguros com relação aos seus filhos. 

No entanto, Vilma enfatiza que os cuidados frequentes com a criança não devem ser deixados de lado por conta disso. “A presença do enfermeiro no berçário não substitui outros papeis. Não isenta os pais, por exemplo, das consultas periódicas e/ou emergenciais com os pediatras de seus filhos e outros profissionais quando necessário”, destaca a enfermeira.


Aula de massagem shantala com mães e profissionais
Por todas essas e outras razões, instituições que têm em seu quadro equipes de enfermagem vão além de um bom lugar para as crianças passarem o dia. O diferencial é notório, graças ao olhar clínico do enfermeiro, capaz de identificar qualquer alteração a tempo de tomar as devidas providências. “O espaço deixa de ser um lugar onde a criança tem seus cuidados de higiene e sono preservados para ser algo muito além disso. Parece chiclê, mas antes prevenir do que remediar”, acrescenta Vilma. 

*Texto originalmente publicado na coluna sobre maternidade, no Jornal da Cidade de domingo, 24/02. 


terça-feira, 17 de julho de 2012

A contradição entre a saúde de um povo e a vontade dos grandes empresários

Pela primeira vez a América Latina sediará o Congresso Mundial de Ciência e Tecnologia de Alimentos. Em sua 16ª edição, o evento - que teria "como objetivos promover oportunidades de cooperação internacional, troca de informações e discussões entre cientistas e especialistas de alimentos de todo o mundo" - será realizado entre os dias 5 e 9 de agosto, em Foz do Iguaçu, no estado do Paraná. 

O tema "obesidade infantil" foi banido do evento 
No entanto, o que parece ser uma ótima oportunidade para abordar o problema da alimentação em todo o mundo camufla em si mesmo uma gritante contradição. Um dos debates programados para o evento foi cancelado. A mesa, que abordaria o preocupante "papel da mídia em relação à obesidade e a polêmica regulamentação da publicidade voltada às crianças"*, foi abortada pela professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp e presidente do congresso, Glaucia Pastore, sob a alegação de que o tema "causaria inconvenientes com os potenciais patrocinadores".


Ora, discutir a segurança alimentar é também procurar meios de solucionar os problemas referentes à saúde e à fome de uma população e das relações entre os povos. A partir do momento em que todas as pessoas no mundo inteiro têm acesso a uma alimentação suficiente, segura e nutritiva, muito avançaremos em relação às desigualdades existentes, refletidas em disparidades como o alto índice de crianças desnutridas nos países africanos e milhares de crianças obesas nos Estados Unidos, grande império do fast-food.

Se não temos a liberdade de abordar um tema tão preocupante e fundamental quanto a obesidade infantil, de que vale esse evento senão para movimentar dinheiro? Se a posição dos patrocinadores é mais importante do que combater a obesidade infantil, quem vai ser mais beneficiado com esse evento?

Os pesquisadores que terão a oportunidade de divulgar seus trabalhos, a população que sofre com as desigualdades sociais em diversos países ou as grandes empresas que já lucram o bastante com essas desigualdades?

O evento será sediado no Brasil, mas enquanto estudiosos e empresários do mundo inteiro fingem que estão preocupados com a segurança alimentar e enchem os bolsos de dinheiro, cerca de 10% das crianças e adolescentes brasileiros possui sobrepeso e 7,3% sofre de obesidade (de acordo com o IBGE). 
Glaucia Pastore, pesquisadora e presidente do Congresso
Será que a Glaucia Pastore (visivelmente acima do peso) sabe que o parlamento inglês quer banir o patrocínio de empresas como o MCDonald´s e a Coca-Cola nas Olimpíadas? Segundo os parlamentares, Londres já teria contabilizado 30% das crianças e 60% dos adultos acima do peso.

A diferença entre ambas as situações certamente está na preocupação central: a saúde da população x dinheiro dos patrocinadores de um evento com credibilidade duvidosa. 

* Informação publicada na coluna "Plural", de Rosângela Dória, no Jornal Correio de Sergipe.


terça-feira, 26 de junho de 2012

Maternidade Segura, ações humanizadas*


Apesar das limitações financeiras e estruturais nos hospitais e maternidades em vários países, ações eficazes e humanizadas de atenção à saúde materna e neonatal têm se destacado cada vez mais como exemplos a serem seguidos.  E foi para estimular e divulgar ações como essa que a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) criaram a Iniciativa Maternidade Segura, uma premiação que visa estimular cada país a reduzir seus índices de mortalidade materna e alcançar o acesso universal à saúde reprodutiva.

Divulgado no último dia 29 de maio em Washington, nos Estados Unidos, o concurso de fotografias e de boas práticas em saúde materna premiou as melhores imagens e ações sobre a promoção e proteção dos direitos das mulheres, mães e recém-nascidos, de acessar o mais alto padrão de atendimento em saúde disponível. 

Parabéns às experiências destacadas e que sirvam de inspiração para instituições, governos e profissionais no Brasil, em busca de soluções – a longo e curto prazo – para as superlotações nas maternidades. Atendimento de qualidade à gestante é um benefício que se reflete em toda a população. 

Imagens

Entre mais de 2000 imagens avaliadas, três se destacaram: a Argentina ficou em primeiro lugar, seguida pelo México e por Honduras. 

Primeira posição: "Parir", de Tali Elbert, Argentina.

Segundo lugar: "Maternidad Digna"
de Cecilia Monroy, México.

Terceiro lugar: "Pobreza económica, riqueza de amor maternal",
de Gustavo Raúl Amador, Honduras.
Boas práticas

No concurso sobre as boas práticas, foram premiadas as melhores experiências em nível comunitário, estatal e institucional (serviços de saúde), que obtiveram redução eficaz da mortalidade materna e melhoraram o atendimento à gestante e aos recém-nascidos. Entre mais de 120 experiências de 22 países, o Brasil foi premiado nas três categorias:

- Concurso de boas práticas na comunidade: terceira posição para o Programa Mãe Curitibana (Curitiba-PR), pelo aumento no atendimento ao pré-natal e partos institucionais, entre outras realizações.

Programa Mãe Curitibana 
Foto: Prefeitura de Curitiba-PR.
- Concurso de boas práticas institucionais, promovidas pelos serviços de saúde: terceira posição para a Casa de Gestantes Zilda Arns, do Hospital Sofia Feldman (Belo Horizonte-MG). Um programa que mostrou os benefícios da implementação de casas maternas para a redução das mortes maternas e infantis.

Mães acolhidas na casa da gestante Zilda Arns.
 - Concurso de boas práticas governamentais, de Estado: terceira posição para a Comissão Perinatal de Belo Horizonte - Gestão da qualidade e da integralidade do cuidado para a mulher e a criança no SUS (Belo Horizonte-MG). Pela redução da mortalidade materna, aumento de consultas no pré-natal, e uma mudança na relação dos serviços com os direitos das mulheres e dos bebês.

Curso de doulas na Comissão Perinatal de Belo Horizonte. 
Foto: Anderson Martins

*Texto publicado no caderno "Revista da Cidade", do Jornal da Cidade de domingo, dia 17/06/2012.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Finalmente... o primeiro dente!

O doloroso surgimento dos dentinhos de leite...
Finalmente!! Em pouco tempo não irei mais ouvir as pessoas dizendo que vão presentear minha Maria com uma prótese. Seus dias de banguelinha se acabaram. Foi só fazer um ano que minha princesa recebeu a tão temida - e ao mesmo tempo sonhada - visita da Fadinha dos Dentes. Temida pelas mamães, lógico.

Quando a criança perde os dentinhos de leite, espera com a maior ansiedade do mundo a visita da Fadinha... esconder o dentinho velho é geralmente um exercício de grande prazer. No entanto, nem tudo são sorrisos quando se trata do surgimento dos primeiros dentinhos de leite. 

Antes mesmo de perceber a primeira pontinha branca se sobressaindo na gengiva  inferior de Maria, eu já vinha sentindo pequenos surtos de irritação, gritinhos e choros repentinos e uma certa ignorância. Além disso, tentativas "inocentes" de mordidinhas no rosto da gente.

Claro que essa fase requer uma certa dose de paciência. Mas não é porque o bebê sofre que vamos passar a mão na cabeça... é preciso encontrar o equilíbrio entre a compreensão desse momento delicado da criança - que sequer entende o que sente e porque a gengiva coça tanto - e a imposição de limites nas reações inesperadas de irritação. Aí é onde mora o desafio... 

Além de brincar muito com Maria Joana com relação ao surgimento do seu dentinho - para que ela naturalize e encare de forma divertida o aparecimento desse "ser estranho" -, também deixo sempre à disposição brinquedinhos de borracha, para ela morder. 

Além disso, passei a introduzir Camomilina C na hora da mamadeira - duas vezes ao dia -, para aliviar a coceira e a agonia na gengiva. Kalyamon também está sendo útil pra munir ainda mais o pequenino organismo de Maria de cálcio. Ficam as dicas!!


sábado, 13 de agosto de 2011

Para proteger, tem que vacinar!

Foto: Wellington Barreto/SES
“Para proteger, tem que vacinar”. Hoje começa no país inteiro a Campanha de Seguimento contra o Sarampo e a 2ª Etapa contra a Paralisia Infantil do ano de 2011. Até o dia 13 de setembro, os pais devem levar as crianças menores de cinco anos de idade para serem imunizadas contra a Paralisia Infantil e as crianças com faixa etária entre um e sete anos contra o sarampo. 

Todas deverão ser vacinadas, independente de já terem sido imunizadas alguma vez. Em Sergipe, 43 Unidades de Saúde da Família (USF) estarão disponíveis das 8h às 17h para a distribuição das vacinas. 

Infelizmente, hoje eu não poderei levar Maria Joana por conta do trabalho. Mas o papai vai acompanhá-la pra conhecer o Zé Gotinha, com a caderneta de vacinação na mão. 

Não se esqueça de levar seus filhos, são o bem maior que precisamos proteger. O sarampo pode levar uma criança à morte e a paralisia infantil deixa sérias sequelas na vida de toda a família. Não deixe sua criança fazer parte das estatísticas negativas da saúde.


domingo, 3 de julho de 2011

Conjuntivite.. =/

Certo dia, notei Maria Joana com a parte inferior dos olhos avermelhada. O pai e eu pensamos que pudesse ser resultado da coceira, já que ela coça os olhos "sem dó" quando tem sono. No mesmo dia, Maria Joana foi ao hotelzinho, mas voltou do mesmo jeito. 

Passei a observar, mas no outro dia pela manhã a marquinha vermelha já tinha saído. Quando a peguei no hotelzinho à noite, ela remelava muito e os olhos já estavam mais inchadinhos.

Lógico que ficamos preocupados, mas pensei que pudesse ser em consequência das fumaças e fogueiras de São Pedro. No entanto, quando vi que a situação já estava piorando, com o inchaço aumentando e os olhos ficando cada vez mais vermelhos, desconfiamos de uma possível conjuntivite.

Na última sexta, dia 1º, a levei na urgência da Unimed. Depois de quatro horas esperando minha filha ser consultada (a situação da pediatria e dos planos de saúde merecem outro post), finalmente a pediatra de plantão diagnosticou uma conjuntivite bacteriana.   

Receitou um colírio antibiótico. Tobrex, uma gota em cada olho a cada três horas. Em dois dias, os olhinhos dela já estão significativamente melhores. 


Imagem de uma criança com conjuntivite.
Foto extraída do site www.medicodeolhos.com
A conjuntivite é o tipo de doença facilmente contagiosa, já que pega pelo ar. Principalmente em crianças que, como a minha filha, frequentam creches ou hoteizinhos. O negócio é não entrar em desespero e proceder corretamente com a medicação, que o problema logo é sanado. Vamos repassar essas informações, né?!

terça-feira, 29 de março de 2011

Depressão pós-parto

Nesta última semana, andei sumida por conta da correria do trabalho. Mês de março, aniversário da cidade, são muitas pautas. Mas já estou preparando um novo post. Por enquanto, eu queria compartilhar com vocês uma matéria muito interessante publicada pela Infonet sobre depressão pós-parto.

O tema é polêmico e, na maioria das vezes, é difícil tratar do assunto sem julgamentos. Por isso, o esgotamento do tema nunca é demais!! Segue a matéria e o link onde fui publicada.


DPP: uma avalanche de sentimentos
A Depressão pós-parto é mais comum do que se pode imaginar. Saiba por que a doença ainda é cercada de tabus e conheça o exemplo de quem venceu
29/03/2011 - 07:28
"A mulher é cometida por várias mudanças físicas e emocionais durante a gravidez", diz a psicóloga  
Insegurança, medo, tristeza, dor, solidão, fragilidade, angústia e falta de vontade de viver. Para algumas mães, esses sentimentos podem se manifestar no período mais feliz da vida: o nascimento do filho. Na última segunda-feira, 28, o caso de uma mãe suspeita de matar as filhas gêmeas logo após o parto, chamou a atenção de populares de um povoado do município de Simão Dias. O fato levanta a questão para os perigos da Depressão pós-parto (DPP), uma doença que pode levar a morte.
Para a professora e publicitária, Patrícia Lins, que atualmente mantém um blog sobre o tema, a Depressão pós-parto (DPP) foi sentida 10 dias após o nascimento do filho Pedro Henrique, cariosamente chamado de Peu.
“Não reneguei meu filho, nem tentei nada contra ele, como é comum acontecer. Eu reneguei a mim. Não me achava digna de ter um filho tão lindo. A ajuda da família é fundamental. Mesmo com todos
Josefa é suspeita de ter matado as filhas gêmeas logo após o parto (Foto: Portal Infonet)
me ajudando eu me sentia sozinha. Era como se eu estivesse num buraco tão fundo e escuro que eu via um ponto de luz, mas não tinha forças para alcançá-lo e preferia, então, fechar os olhos e esperar o fim – literalmente, eu queria morrer”, conta a publicitária que tinha sintomas, como crises, choro e ficava irritada facilmente.
Em entrevista ao Portal Infonet, Patrícia Lins, a Pat, menciona que mesmo com os sintomas não aceitava fazer tratamento e foi preciso a ajuda da família e principalmente o reconhecimento da doença para procurar ajuda especializada. “A DPP é uma doença, grave e perigosa. Precisa ser bem diagnosticada e tratada. Como se tratava de uma adulta, por mais que a família quisesse ajudar, eles não podiam passar por cima de mim e do que parecia ser minha vontade – sendo que eu tinha ausência de vontade. Por isso, digo que para ajudar, tem que saber o que precisa ser feito e respeitar o tempo e o espaço da mulher com DPP. Isso serve para qualquer doença, pessoa ou situação de conflito”, lembra.

“A dor só dói enquanto está doendo, depois, passa, e passa mesmo!”, Pat (Foto: Arquivo Pessoal)
Conflito
A publicitária diz que a doença chegou ao ponto dela deixar o filho chorando com fome. “Ficava espremida num canto da casa chorando junto e gritando por socorro. Era muita dor e desespero, eu queria fazer o que é simples e normal, mas, não conseguia. A sensação que tive foi que fui vítima de um terremoto seguido por um tsunami e nada podia fazer para mudar a realidade”, relata.
“Uma amiga que é psicóloga me disse que teve DPP da segunda filha e, depois de anos de terapia, descobriu que depressão é uma dor tão profunda que nós não temos como saber onde e porquê, por isso, não é tão fácil. Muita gente me dizia: “tem que ter força de vontade”. Eu, como sempre tive muita facilidade para me expressar, formulei uma bela resposta e respondia: “força de vontade maior do que me deixar viva, só se eu conseguir o que tanto desejo, que é me matar...”. Ah, as pessoas ficavam horrorizadas com minha resposta. Mas, era verdade. Todo depressivo é um suicida em potencial. Eu tentei me matar três vezes e graças à Deus não consegui. A força que tinha era uma reserva mínima para me manter viva. Quando fiz a terapia certa, consegui ter tempo para minha cabeça”, fala.
“É preciso aceitar e se tratar, é um exercício diário, como ginástica e musculação", fala a publicitária
Recomeço
“Tem uma frase que usei muito durante as crises e dei nome ao blog: “a dor só dói enquanto está doendo, depois, passa!”e passa mesmo. Durante o sofrimento nada melhor do que o tempo. Eu só faltava 'pular no pescoço' de quem me dizia: isso vai passar. Mas, não é que eles estavam certos? O que é importante frisar é que se trata de uma doença e tem tratamento o que atrapalha é o preconceito, o tabu, o medo de ser taxada de anormal. Ninguém pede para ter problema, mas, já que eles aparecem, a solução é muito melhor do que aumentar o que já está ruim. O tabu é um empecilho muito maior”, salienta.
Distância saudável
Após o período de Depressão pós-parto que durou mais de ano, Patrícia Lins, diz que a cura existe apesar de não ser fácil, nem simples ou indolor. “É preciso aceitar e se tratar, é um exercício diário, como ginástica e musculação. É preciso ter disciplina, superar o medo de ser taxada de maluca, doida ou algo parecido. Para me livrar precisei mais de mim do que supunha precisar. Enquanto não recobrava as forças, enquanto estava “fraca”, mantinha distância do quem me fosse prejudicial. Não
"O mais importante é iniciar logo o tratamento", lembra a psicóloga
era hora de entrar em atritos, estava instável, mas na luta pela minha sobrevivência. A superação é diária. O mínimo de cobrança é imprescindível. Estar aberto e procurar ler, conversar e conhecer pessoas com o mesmo problema fortalece”, recomenda.
Ajuda profissional
A psicóloga clínica Ana Karine Braga explica que a mulher é cometida por várias mudanças físicas e emocionais durante a gravidez e mesmo depois de ter o bebê. Essas mudanças podem deixar as mães tristes, ansiosas, confusas ou com medo. Para muitas mulheres esses sentimentos vão embora rápido, mas quando permanecem ou pioram a mulher pode vir a ter depressão pós-parto. “Os sintomas são tristeza, irritabilidade, cansaço, insônia, inibição ou aumento de apetite, ansiedade, desinteresse pelo sexo e angústia”, descreve a psicóloga, que diz ainda que é muito difícil saber se a mãe terá ou não depressão após o parto.
“Obviamente, mulheres com um quadro depressivo anterior à gravidez requerem uma atenção maior, porém, a situação da gestação também é um fator a ser avaliado. Uma gravidez rejeitada,
Ao lado do filho, a psicóloga lembra que é importante o envolvimento da família durante o tratamento
por exemplo, existe mais probabilidade de provocar uma associação deste tipo de problema com o bebê. Outros fatores relacionados às condições do parto, à situação social e familiar da mulher, gerando sobrecarga, também podem desencadear o transtorno”, afirma Ana Braga, acrescentando que a Depressão pós-parto pode acontecer por alguns dias ou até meses depois do parto de qualquer um dos filhos.
“Não existe um trabalho especifico para prevenção da depressão pós-parto. Mas o pré-natal além de orientar a mãe e prevenir uma série de doenças e problemas com a mãe e o bebê também seve como prevenção do transtorno. Durante o pré-natal os médicos procuram dar segurança à mãe tanto em termos orgânicos como psicológicos, fazendo com que a gravidez da paciente seja mais tranqüila e com um grau de informação significativa”, garante a psicóloga.
Tratamento
Neste período a família também precisa ser envolvida no tratamento, participar das terapias para aprender a lidar com o problema facilitando assim a recuperação da mãe. “É difícil dizer quanto tempo pode durar o transtorno. Alguns casos duram semanas e outros anos. O mais importante é iniciar o tratamento desde o momento em que a família suspeite que exista algo errado com a mãe. A depressão pós-parto é tratada com terapia psicológica e medicação”, destaca a médica Ana Karine Braga.
Se você já sofreu ou conhece alguém que teve a doença, utilize o espaço de comentários e conte a sua história.
Por Kátia Susanna

Fonte: http://www.infonet.com.br/saude/ler.asp?id=111296&titulo=especial




terça-feira, 7 de dezembro de 2010

MAIS VACINAS =/

Essa vida de levar bebê para tomar vacina é muito dolorosa. Essa semana Maria Joana tomou quatro vacinas no mesmo dia!! Muita "maldade". Tudo bem que duas foram de gotinha, mas as outras duas foram dois furos enormes, um em cada perninha. Ela chorou bastante na hora, mas logo que colocamos no braço ela se acalmou. Graças a Deus e por incrível que pareça, ela não teve reação nenhuma. Nem uma pequena e maldosa febre. 

Essa semana também a levei ao pediatra. Parece que só tenho sorte. Na primeira consulta com o primeiro pediatra que escolhi, já adorei. Ele é ótimo, recomendo a todas: Dr. Leonardo Lins, na Sobaby. E olhe que não é porque ganhei um parabéns que estou elogiando - como é bom ouvir um parabéns do pediatra do seu filho! Você sai do consultório se sentindo a melhor mãe do mundo. É melhor até que o parabéns do vestibular e da formatura. 

Minha filhinha está pesando 5,2 kg e mede 58 cm. Segundo o médico, um crescimento excelente. Fizemos o teste do olhinho e ele analisou a força das perninhas dela, colocando-a em pé por um instante. Também ouviu o coração, analisou o estômago e fez estímulos visuais e auditivos. Disse que minha princesa é perfeita!! 

Pena que não levei a máquina porque já tinha saído de casa com pressa. As fotos ficam para a próxima consulta. Mas tiramos fotos dela tomando vacina. =]


Maria Joana tomando a gotinha.


domingo, 24 de outubro de 2010

O FILHO POSSÍVEL

Hoje estava dando uma passeada por blogs elaborados e atualizados pelas minhas companheiras de maternidade pelo mundo. Encontrei vários interessantes e outros nem tanto.. rsrs. Normal, o domínio da web é um amplo espaço divergente.

Nesse meio termo, encontrei um link com fotos de parto, tiradas por uma equipe japonesa que está se especializando em parto humanitário. As fotos são sensacionais. Vale a pena dar uma conferida.

Mas poucas reportagens me emocionaram tanto como a que li hoje sobre uma UTI Neonatal de cuidados paliativos. Trata-se de um espaço criado para amenizar a dor daqueles pequeninos que já nascem destinados à morte. 

De forma atrativa e curiosa, a matéria fala sobre a rotina das mães (e de poucos pais) que procuram destinar o máximo de seu tempo para seus filhos que em breve se tornarão fotos e lembranças de poucos momentos inimagináveis.

Imaginem dar à luz um filho que você já sabe que morrerá em poucos dias ou meses... não dá pra ter uma idéia. Mas a reportagem nos passa uma realidade que nunca imaginamos existir. Achei emocionante. Vale muuuuito a pena ler.


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

CHECK-UP

Como minha fofucha acabou de fazer um mês, ontem tive que levá-la a mais uma consulta com a pediatra da maternidade onde ela nasceu. Na verdade, trata-se de uma revisão, já que ela passou uma noite na Unidade de Tratamento Intermediário.
Pesando 4,2 kg.
Medindo 55 cm.
Graças a Deus, minha pequenininha apresenta um desenvolvimento perfeito, segundo a médica. Ela está com 55 cm (cresceu 6 cm desde o nascimento) e pesa 4,2 kg (engordou 0,8 kg). Como a minha produção de leite é abundante, ela não vai precisar tão cedo de algum complemento. 

Tem mocinha mais comportada?
Ainda segundo a médica, ela é bem espertinha pra um mês e está de parabéns pelo crescimento!! Tão bom ouvir isso em uma consulta médica né?! 

Acho que estou sendo coruja demais, mas também tirei fotos da consulta. rsrs. Será que é exagero? Pode até ser, mas acho que tudo é recordação.

Pedindo socorro à mamãe!! 


terça-feira, 12 de outubro de 2010

O SOFRIMENTO DAS VACINAS... =/

Que sofrimento =/
Como é doloroso levar minha bebezinha pra se vacinar. Ontem ela tomou a segunda dose da vacina contra a Hepatite B. Na hora, até que o choro foi pouquinho e logo ela voltou a dormir. 


Graças a Deus, a perninha não inchou, mas ela teve reação. Passou o resto do dia inquieta, não conseguiu dormir entre as 16h e as 2h da madrugada de hoje, defecou bastante e ainda vomitou. =/ 


A minha dica é dar Tylenol Bebê. Eu dei a Maria Joana uma dose antes de sair de casa, pra evitar a febre e dei outra antes de ela dormir. Na caixa do remedinho, vem uma seringa para medição da dose. Para crianças com 4 kg, como é o caso de Maria Joana, a gente coloca 0,4 mg na boca dela.


Mesmo que ela tenha tido uma reação desconfortável, pelo menos não teve febre. E, claro, o carinho é sempre importante quando o bebê passa por uma situação ruim e incômoda. Acalentar no braço, num local fresquinho, acalma bastante.

Depois da dor, o carinho

Hoje ela já está melhor, mas mesmo assim ainda defeca bastante. Próximo mês ela tomará três vacinas de uma vez só. =/

Por falar nisso, é sempre bom estarmos atentos ao calendário de vacinação, pra não deixar passar nenhum dia de imunização. 

domingo, 19 de setembro de 2010

SAÚDE E DOCUMENTAÇÃO

Quando recebemos essa coisinha gostosa nos braços que é o bebezinho, sentimos como se o mundo pudesse desabar ali, naquele instante... cada suspiro, sorriso, gritinho e cada movimento daquelas mãozinhas tão pequenas é a visão mais maravilhosa que a gente tem. 

No entanto, ao sair da maternidade, muuita coisa urgente nos espera. Registro civil, teste do pezinho, teste da orelhinha, pediatra, etc etc etc. Quanto mais rápido tudo for providenciado, melhor para evitar futuros problemas. Para as mamães de primeira viagem (como eu), é sempre importante ter alguém para orientar e dar indicações de providências a serem tomadas.

O primeiro compromisso de Maria Joana foi a consulta à pediatra, na maternidade onde ela nasceu. A doutora sacode minha pequenininha, coloca de ponta a cabeça, olha tudo... mas dá um bom diagnóstico da saúde de nosso tesourinho. 

O teste da orelhinha
é indolor e gratuito
Ao contrário do que se pode deduzir, o teste da orelhinha (ou Triagem Auditiva Neonatal) não envolve furos. O médico introduz nos ouvidos de nosso bebê um aparelho que capta o retorno dos sons emitidos, para identificar se há alguma deficiência auditiva. É indolor, gratuito e obrigatório. Maria Joana fez o teste no Hospital São José... entrou dormindo e saiu sonhando. rsrs. Abaixo, alguns links que podem informar melhor sobre o assunto:




http://www.testedaorelhinha.com.br
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/teste-da-orelhinha-passa-a-ser-obrigatorio


O teste do pezinho é mais conhecido e também um pouquinho mais doloroso para o baby. Através de um furinho no calcanhar do bebê, é possível identificar vários tipos de doenças, como informa a matéria abaixo: 


http://guiadobebe.uol.com.br/recemnasc/teste_do_pezinho1.htm

Local onde o pezinho é furado


quinta-feira, 15 de abril de 2010

MÃE E JORNALISTA

Gente, nessa semana que passou não tive uma horinha sequer pra atualizar o blog de Maria Joana. A verdade é que, com as chuvas fortes que caíram na cidade, ficamos bastante atarefados lá na Secom. Foram muitas pautas, várias reuniões pra acompanhar, entre outras. 

Se a vida de jornalista já é corrida e atribulada, imagine a de uma jornalista gestante. Tenho que aprender a andar com frutas na bolsa, é bom no caso de pautas imprevisíveis. Essa semana não sei se Maria Joana se mexeu muito, porque ainda não dá pra sentir. Mas por algumas vezes senti umas pontadas no pé da barriga. 

Não sei o que é, porque estou tentando levar Maria Joana para o médico. Essa semana não tive sucesso, mas segunda-feira à tarde vou ao posto, me consultar com a enfermeira, pra que ela me encaminhe para o obstetra. 

Na quarta-feira passada, fui ao posto de saúde marcar uma consulta, mas a rede estava fora do ar. Aproveitei, então, pra tomar a vacina contra a gripe suína. Não queria nem a pau, tenho minhas desconfianças quanto a essa vacina.

Mas, como todo mundo me encheu de medo, preferi tomar logo. No mesmo dia, não senti nada. Mas no dia seguinte, já amanheci espirrando bastante. Tive uma gripe forte, que me deixou até mesmo com o corpo mole. Foi uma reação insuportável, mas foi só por um dia. Pelo menos já tô livre. 

Não importa se a gente costuma cuidar muito bem da saúde. Quando engravidamos, a preocupação é praticamente instintiva. Muitas pessoas ao seu redor ficam o tempo todo perguntando se você está cuidando bem do bebê, se você está indo ao médico com frequência... mas, além da pressão social em torno disso, você mesma começa a se preocupar mais em cuidar do corpo e da mente.   

Atualmente, eu tô me preocupando muito mais com minhas noites de sono, com minha alimentação, evitando estresses... parece que esse tipo de coisa é automático. A cada dia vejo que essa gestação vem me transformando, sob diversos aspectos. Principalmente psicológicos.