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sexta-feira, 1 de março de 2013

A atuação do enfermeiro na Educação Infantil

Os berçários e hoteizinhos têm sido importantes aliados na educação infantil das crianças. Enquanto os pais trabalham, estudam ou realizam outras atividades, têm a confiança de que há profissionais não apenas tomando conta, trocando fraldas ou colocando para dormir, mas principalmente desenvolvendo atividades pedagógicas capazes de estimular a coordenação motora e cognitiva das crianças. 

Enfermeira mostra primeiros cuidados em casos de acidente
Para que o projeto pedagógico implementado na instituição atenda às necessidades das crianças, é necessário que o berçário ofereça uma equipe multidisciplinar, composta por pedagogos, monitores, nutricionistas que elaborem um cardápio saudável e outros profissionais adequados para atuar na educação infantil. Por isso, os berçários que possuem em seu quadro funcional profissionais da área de saúde se destacam por transmitir segurança e tranquilidade aos pais. 

Quando os familiares não estão por perto, são esses profissionais que promovem atividades realmente benéficas à mente e ao corpo da criança e previnem acidentes e machucados. E, mesmo quando os acidentes ocorrem, estão perfeitamente qualificados para tratar dos primeiros cuidados. Esse é o caso do Berçário Hotelzinho Primeiros Cuidados, fundado e gerido por uma equipe de enfermeiras. Para a enfermeira e gestora da instituição, Vilma Pereira, a presença desse profissional na equipe é fundamental não só para cuidar da saúde da criança, mas também para coordenar, orientar e supervisionar os outros profissionais que estão em contato direto com as crianças. 

“Nessas instituições, o enfermeiro executa treinamento com as cuidadoras - que no nosso caso são todas auxiliares de enfermagem -, capacitando-as a avaliar a criança sob um olhar profissional direcionado, avaliando sua frequência respiratória, cardíaca, sinais vitais e se o desenvolvimento está condizente com a idade cronológica. Em caso de qualquer alteração, administramos os primeiros cuidados, prevenindo assim uma maior complicação, com base nos conhecimentos de puericultura”, afirma Vilma.


Profissionais de saúde atuam na Educação Infantil
Em sua grade curricular, o enfermeiro tem conhecimentos técnicos e científicos a respeito de cuidados com crianças saudáveis e hospitalizadas. Por isso, nos berçários, eles têm autonomia para aplicar cuidados de enfermagem em todas as circunstâncias que se fizer necessário. Além disso, a orientação direcionada aos pais e o esclarecimento de suas dúvidas são elementos fundamentais para que eles se sintam tranquilos e seguros com relação aos seus filhos. 

No entanto, Vilma enfatiza que os cuidados frequentes com a criança não devem ser deixados de lado por conta disso. “A presença do enfermeiro no berçário não substitui outros papeis. Não isenta os pais, por exemplo, das consultas periódicas e/ou emergenciais com os pediatras de seus filhos e outros profissionais quando necessário”, destaca a enfermeira.


Aula de massagem shantala com mães e profissionais
Por todas essas e outras razões, instituições que têm em seu quadro equipes de enfermagem vão além de um bom lugar para as crianças passarem o dia. O diferencial é notório, graças ao olhar clínico do enfermeiro, capaz de identificar qualquer alteração a tempo de tomar as devidas providências. “O espaço deixa de ser um lugar onde a criança tem seus cuidados de higiene e sono preservados para ser algo muito além disso. Parece chiclê, mas antes prevenir do que remediar”, acrescenta Vilma. 

*Texto originalmente publicado na coluna sobre maternidade, no Jornal da Cidade de domingo, 24/02. 


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Hotelzinho, desapego e aprendizado

Em diversas oportunidades, várias mamães amigas me disseram que eu certamente sentiria ciúmes quando deixasse Maria Joana no hotelzinho. Ter que sair e deixá-la aos braços de outra que não fosse eu, a mamãe querida, me doeria no peito. Por incrível que pareça, isso não aconteceu. Pelo contrário.

No seu primeiro dia no hotelzinho, na segunda-feira, dia 6, Maria Joana chorou muito no início. Não queria sair de perto de mim e nada parecia consolá-la. Nem mesmo os coleguinhas do berçário, que engatinharam com a maior simpatia em sua direção, como se estivessem dando boas vindas. Não queria conversa. Qualquer movimento que eu fizesse poderia representar para ela a possibilidade de ser a minha saída dali e era o momento certo do choro.
O olharzinho triste, com medo de ficar sozinha... =/ 
Eu sei que o hotelzinho será bom pra ela, para o seu aprendizado e que o convívio com aqueles bebezinhos fará muito bem a ela. Não tenho ciúmes. Mas algo me doía muito.. nas primeiras horas em que fiquei ali entre ela, as tias do berçário e os outros bebês, Maria Joana transparecia desespero e medo do momento certeiro que eu iria sair dali. Eu tentei passar calma e segurança, mostrando a ela que ali tudo estaria bem e que, mesmo na minha ausência, ela estaria segura.

O ambiente é tão aconchegante...
Procurei mostrar proximidade com a berçarista, pra que Maria se sentisse segura com ela. Não, não senti ciúmes... nem um pouquinho. Eu senti um aperto muito grande no peito por ver minha filha chorando muito e não poder acalmá-la da minha forma. Eu sabia que era simples: era só pegá-la no braço e ela automaticamente pararia de chorar, se agarraria em minha roupa e me pediria com os olhos pra voltar pra casa.

Maria Joana interagindo com tia Amanda e os coleguinhas
Mas nem sempre o que é simples é a melhor decisão quando se trata de filhos. Nem sempre eu poderei estar junto com ela nos seus momentos de medo e desespero, esperando o momento de ela derramar a primeira lágrima pra eu pegá-la imediatamente no colo. Ela tinha que se acostumar com as tias do berçário, com os coleguinhas e com o ambiente, com aquela salinha onde ela passará boa parte de seus dias - sem a minha presença. 

A cada dia os momentos de desapego se fazem necessários e só quando assumimos o papel de mãe é que sentimos o tão falado - e zombado - aperto no peito. Dói mesmo.. dá vontade de telefonar toda hora para o hotelzinho e perguntar se ela chora muito, se ela já se acostumou com o berçário, se raspou o pratinho na hora do almoço, se chamou por mim, se chorou na hora de tomar banho...

Aos poucos ela foi se soltando
Todo mundo acha graça ao ouvir isso e diz que "toda mãe e igual". Mas pra quem é mãe, esse é o temido aperto no peito e ele realmente dura o dia todo. Mas, em apenas dois dias, já é perceptível o desenvolvimento de Mariazinha desde o hotelzinho. Desde o engatinhar - agora ela fica o tempo todo tentando ficar com os joelhos fixos no chão - até o ato de bater palminhas. Pelas horas que eu fiquei ao seu lado, junto com os coleguinhas do berçário, percebi que ela observa todos os movimentos dos coleguinhas e em seguida tenta avançar nos próprios movimentos. Tão fofinho... #)   

Maria Joana e João Pedro