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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Mãe pode tudo! Pode mesmo?

Qual mãe nunca pensou que poderia responder em nome dos filhos em qualquer situação ou resolver qualquer problema que envolvesse o nome deles? Qual mãe nunca ouviu aquela incômoda pergunta: "E você pode?" e respondeu logo "É claro. Eu sou a mãe, se eu não puder, quem pode?"


Há meses eu perdi a carteirinha do plano de saúde de Maria Joana e sempre adiei solicitar a segunda via. Sempre que a levo ao consultório, vou (ridiculamente) com um papelzinho onde anoto o número do plano. Tudo por comodismo. A questão é que Maria Joana é dependente do plano de saúde do pai, pois eu não tenho.


Essa semana levei minha bonequinha pra fazer alguns exames e quando a "moça do balcão" pegou o papelzinho, disparou: "Olha, é melhor você solicitar o cartãozinho dela, porque eu estou aceitando, mas outra pessoa pode se recusar a aceitar". Então expliquei que ela era dependente do pai e perguntei: "Mas eu posso solicitar?"


E, para meu próprio espanto (posterior), antes que a moça pudesse responder, eu mesma me encarreguei: "Claro que posso né, eu sou a mãe!!", com toda a autoridade de quem reivindica a coroa da realeza britânica. A coitada não tinha mais nem o que dizer.


Então fui hoje, com toda a minha pose de mãe e depois de uma boa espera, me apresentei logo, é claro ("Sou a mãe de Maria Joana"), e disse o que queria. Foi quando a outra "moça do balcão" me deu uma bofetada: "A senhora não pode solicitar não, tem que ser o pai".
Mamãe em crise...


Gente, paralisei. Como assim a mãe não pode? Perguntei três vezes (três!): "Mesmo eu sendo mãe... não posso?!". 


Sei que muitos de vocês estão rindo agora, e até eu me sinto um pouco ridícula por essa história. Mas na hora fiquei sem ação. Uma mãe ouvir que "não pode" fazer algo em nome da filha (ainda mais de 1 aninho)... pega a gente de jeito, né?!       

sábado, 17 de setembro de 2011

Um ano de cores e alegrias...

Como o tempo passa rápido... faz exatamente um ano que eu peguei em meu colo esse grande presente de Deus a quem decidimos colocar o nome de Maria Joana. Os primeiros posts desse blog, publicados logo no início da gravidez, revelam meus medos e dilemas desse grande desafio que é a maternidade. Lembro-me como ontem - e acho que serão sempre lembranças muito próximas - do momento em que vi o "positivo" no teste de gravidez... parecia que o meu mundo iria desabar.

Minha prenda recém-chegada, há um ano
E me lembro de cada momento posterior... da emoção que senti ao ouvir seu coraçãozinho batendo nos exames de ultrassonografia, dos chutes na barriga, o nervosismo do parto, a primeira mamada, o primeiro sorrisinho que ela deu pra mim, o primeiro "mama", o dia em que ela aprendeu a rolar, a engatinhar, a ficar em pé... é tudo indescritível!!!

Aprendendo a rolar, com quatro meses
Hoje, quando olho Maria Joana... seus olhinhos amendoados, seu sorrisinho banguela.. quando a vejo batendo palmas, chamando "mama" e me fazendo carinho... vejo que meus dias hoje têm as cores, a alegria, o amor e o encanto que antes não tinham. É como se eu sempre tivesse motivos pra sorrir, independente dos acontecimentos bons ou ruins. E a sensação que dá é que, depois que recebi Maria de braços abertos... a vida só tem me trazido coisas boas. E mais serenidade pra lidar com os acontecimentos ruins.

No primeiro dia de hotelzinho, com 8 meses
Hoje, ao comemorar um aninho de vida da minha princesa... fico me perguntando se mereço tamanha graça a de ser mãe de Maria Joana e acompanhar de pertinho seu crescimento, a sua descoberta de mundo... me sinto privilegiada por ter a oportunidade de ser uma das testemunhas mais completas do desenvolvimento dessa menina que com certeza será uma grande mulher.

Comemorando um aninho no berçário
Como ela passa os dias no hotelzinho, resolvi comemorar seu primeiro aninho ao lado dos colegas e das tias que carinhosamente cuidam dela. E foi a maior festança.. nunca imaginei que seria tão bom comemorar o aniversário de um filho. =)   

Os parabéns junto com as tias
e os coleguinhas do berçário




quarta-feira, 17 de agosto de 2011

No caminho para a escola...

A melhor hora do dia é quando eu levo Maria Joana para o hotelzinho. O ritual é sempre o mesmo. Desço do carro com ela no colo e a levo até a tia, que já espera na porta. Ao me aproximar do seu ouvido pra sussurrar "Hora de ficar com titia e com Deus", como falo todos os dias (com dor no coração!), ela sempre me olha e dá aquele sorriso banguelo. 

Pelo sorriso e o olhar dela, eu entendo: "Tchau, mamãe... eu vou ficar bem". Volto para o carro, pego a bolsa dela, dou mais um beijo e novamente digo que ela vai ficar com Deus. E a titia sempre diz "Amém, mamãe!". E sigo para o trabalho, querendo chorar como faço todos os dias (será que um dia eu não vou ter vontade de chorar?). 

O ritual de deixar o filho na escola
Não são ações mecânicas, mas se repetem todos os dias. Os olhares, os diálogos e os sorrisos. Todos cúmplices de uma rotina gostosa que um dia vai mudar. E por saber que um dia vai mudar é que eu curto cada segundo desses primeiros momentos do meu dia com minha princesa.

Lembrei de uma entrevista que o jornalista William Bonner deu recentemente em um programa de TV, na qual ele disse que o momento de levar os filhos à escola eram os únicos minutos que eles tinham para conversar, e por isso era o momento mais especial do dia pra ele. Seus filhos, por sua vez, disseram que, como o pai trabalha muito, eles tentavam aproveitar ao máximo aqueles minutos em que eram levados para a escola. Hoje, ao conversar com outros pais, eu vejo a importância desses poucos minutos do dia pra trocar carinhos, conversas e cumplicidade. 

Geralmente, quando deixo Maria Joana no hotelzinho, vejo outros pais parando o carro pra deixar seus bebês, observo a interação entre eles e fico extremamente curiosa pra saber o que eles conversam. Será que falam as mesmas coisas? Independente do que falam, eu percebo que os coleguinhas de Maria sempre sorriem de volta... será que todos eles 'dizem' "Tchau, eu vou ficar bem..."?

De qualquer forma, é sempre lindo. Mas, um dia específico que eu fui deixar minha Maria, percebi um carro parando atrás da gente e vi que era um dos pais se preparando pra deixar sua filha no mesmo hotelzinho.  

A mecanicidade com que o pai tratou aquele momento era de assustar. Ele desceu do carro, abriu a porta de trás, a pegou pela mão e a deixou com a tia. Sem olhar no rosto da filha, sem dizer uma só palavra... sem sequer dar um sorriso e dizer tchau. E foi embora. Paralisei e olhei pra menina com tanta dó... e ela, como se já tivesse se acostumado, simplesmente pegou na mão da tia do berçário e entrou andando, de cabeça baixa... caladinha.

Na hora, tive vontade de perguntar àquele homem se ele não tinha vergonha de ser o único pai frio e insensível do berçário. Como se deixa uma filhinha tão fofa em um lugar, nas mãos de outras pessoas, e não dá sequer um "tchau" ou "Papai volta..". Fui para o trabalho estarrecida com aquela cena, que eu percebo que é tão cotidiana..  e para aquela menina provavelmente será cotidiana pelo resto da vida. Imaginei milhares de cenas cotidianas entre ele e aquela menininha - todas frias e sem carinho.

Durante vários momentos daquele dia, tive vontade de voltar ao hotelzinho, pegar Maria Joana no colo e dizer a ela da importância que ela tem pra mim, do quanto ela me faz bem, me faz feliz e radiante todas as manhãs quando acordo e a vejo sorrindo. Tive vontade de ligar para o pai dela e dizer: "Olhe, da próxima vez que você pegar Maria Joana no colo, abrace bem, faça muito carinho e diga que ela é a pessoa mais importante do mundo pra você.. e que você só vai ser feliz enquanto ela estiver bem". 

Pensei em relatar a cena e dizer que ele era um homem morto se um dia fizesse como aquele pai - como toda leonina dramática. Mas apenas liguei e comentei sobre a cena que tinha visto. Acho que já não precisava 'ameaçá-lo de morte'... tenho consciência de que ele jamais agirá como o único pai frio e insensível do berçário. 

Naquele dia, quando coloquei Maria Joana pra dormir, falei que ela nunca entraria na escolinha do jeito que aquela menininha entrou. E ela deu o maior sorriso banguelo, 'dizendo': "Eu sei disso".

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O silêncio..

À medida que nossos bebês vão crescendo, ficamos ansiosos para que eles comecem a falar logo. Não vemos a hora de ouvir "Feliz dia das mães", "Feliz dia dos pais", ou "Te amo". A todo momento, as pessoas páram nas ruas e nos perguntam: "Ele já diz 'mama'"?, ou então "Qual a palavra que ela falou primeiro? Papa?".

Nos primeiros sinais de descoberta da fala - quando o bebê começa a balbuciar seus primeiros sonzinhos através das vogais -, a rotina dos papais gira em torno de repetir as palavras chave no estilo de um mantra. "Fala 'vovó'!", "Diz 'papa'". E não sossegamos enquanto não ouvimos alguma palavra semelhante.

Confesso: às vezes não me aguento de ansiedade pra ouvir Maria Joana conversando e então dividirmos momentos eternos de bate papo descontraído. Gente, por que temos tanta fixação na fala?

Não percebemos o valor do silêncio. Parece que nos viciamos em expressar tudo com palavras, gritos ou sussurros. Enquanto não sabe falar, o bebê aprende - do seu jeito - a se expressar sem precisar falar uma palavra inteira. Ele demonstra fome, sono, alegria, tristeza, cansaço, vontade de estar no colo, carência.. vontade de receber um carinho... simplesmente com o olhar e com o próprio corpo. Coisa que nós, adultos e ditos entendidos do mundo, não sabemos mais.

Não sabemos porque esquecemos a nossa sensibilidade naquele lugar longínquo pelo qual todos já passamos chamado infância. E como diz o pequeno príncipe, "agimos como se esquecêssemos que um dia fomos crianças". 

Se vamos tomar banho, temos que cantar no chuveiro. Se vamos varrer uma casa, temos que ligar o rádio. Chegamos em casa e a primeira coisa que fazemos? Ligamos a TV.. independente do que esteja passando, não ficamos no silêncio. Parece que se torna difícil aproveitar o silêncio pra pensar na vida, pra ler aquele livro, pra produzir um bom texto...

Torna-se difícil curtir um momento a dois em silêncio, deixar que os próprios olhos falem e que os corpos expressem as verdadeiras vontades. 

A cada dia me convenço mais de que temos tanto a aprender com os bebês... não somos nós que ensinamos o mundo a eles. Achamos que ensinamos, carregados pela soberba de sermos adultos inteligentes. Eles é que descobrem o mundo da forma deles, com as cores que eles querem implementar em suas vidas e interagem com as pessoas e com a natureza do jeito deles: em silêncio. 

É por isso que um sorriso de criança diz tanto. Porque é feito em silêncio. Silêncio esse que desaprendemos a transmitir.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Independente e emancipada

“O venerado amor de mãe é muito 
mais perigoso para a humanidade 
que todo o arsenal de armas atômicas.”
Roberto Freire e Fausto Brito 
em Utopia e Paixão – A Política do Cotidiano

Roberto Freire estava certo. Nada é mais autoritário e destruidor do que o amor de mãe. Ele é possessivo, incoerente e muitas vezes é colocado acima do bem e do mal. 

O fato de agir "segundo o coração de mãe" parece ter o poder de anular qualquer senso de ética, de cautela, de justiça, de democracia, respeito ao espaço dos filhos e até mesmo de bom senso. 

Cada vez tenho mais percepção de que uma mulher, pra ser mãe, tem que ter muito preparo psicológico. Tudo o que envolve seu filho desperta as emoções mais intensas, seja de muito amor ou de muita raiva (principalmente quando algo representa perigo).

Uma simples muriçoca que o pica no meio da noite ou o coleguinha que dá um tapa pra tomar um brinquedo da mão de seu filho viram inimigos mortais. É assim. O amor de mãe é superprotetor e, se não exercemos uma vigilância diária sobre nossos sentimentos e sobre nossas ações com relação aos filhos... o tempo será determinante em nos transformar em mães insuportáveis. Daquelas que encara como ameaça qualquer pessoa que chegue perto do filho. Esse mesmo tipo de mãe que tanto criticamos. 

Bolha de cristal não inspira companheirismo
Assim que Maria Joana passou a crescer na minha barriga, idealizei uma criação independente pra ela. Um crescimento que fizesse com que ela fosse capaz de tomar suas próprias decisões, de pensar livremente sobre a vida, mas com a certeza de que sua mãe estaria sempre por perto para ajudá-la. Não para decidir por ela, mas para ajudá-la.

Nunca quis ser uma mãe do tipo que fica vasculhando as gavetas e sacolas e que tenta ouvir as conversas por telefone. Mas aquela mãe capaz de transmitir confiança o suficiente para, como uma amiga, servir de confidente e conselheira. E assim manter uma relação franca e aberta.

Nos primeiros dias no hotelzinho, Maria chorou muito e eu chorei muito mais. Mas me segurava no trabalho pra não telefonar várias vezes ao dia, pra tentar pensar em outras coisas e procurar entender que aquele processo doloroso fazia parte da rotina que eu mesma idealizei para minha filha.

Uma filha "independente" não causa ciúmes... dá orgulho!
Independente de colos, mimos, superproteções e similares. Carinho é diferente de mimo e sempre tive isso claro em minha mente. Hoje, aos 10 meses, Maria Joana entra no hotelzinho às 8h e só volta pra casa às 18h. E, mesmo passando o dia todo longe de mim e do pai, ela se comporta divinamente independente.

Já não chora mais, interage com as outras crianças, brinca, se alimenta bem, dorme, participa dos momentos de lazer e se dá muito bem com as berçaristas. Tudo isso sem me ter por perto.

Se eu tenho ciúmes? Sou ser humano e mãe, lógico que uma pontinha de ciúme me incomoda... mas logo procuro ver o quanto essa rotina está fazendo bem a ela. Logo logo ela vai entrar na escolinha e passar por outros passos na vida que vão exigir dela a tomada de decisões, o trilhar de caminhos onde minha presença não será possível - felizmente e infelizmente.


Maria Joana comendo biscoito sozinha. rsrsrs
Preparar minha filha para o mundo cruel, inseguro e desumano - e não para uma vida segura e cor de rosa dentro da minha bolha de cristal - é um grande desafio que eu adotei pra mim mesma. E a cada dia tenho mais convicção que isso ajudará a fazer de Maria Joana uma grande mulher independente.





quarta-feira, 8 de junho de 2011

Hotelzinho, desapego e aprendizado

Em diversas oportunidades, várias mamães amigas me disseram que eu certamente sentiria ciúmes quando deixasse Maria Joana no hotelzinho. Ter que sair e deixá-la aos braços de outra que não fosse eu, a mamãe querida, me doeria no peito. Por incrível que pareça, isso não aconteceu. Pelo contrário.

No seu primeiro dia no hotelzinho, na segunda-feira, dia 6, Maria Joana chorou muito no início. Não queria sair de perto de mim e nada parecia consolá-la. Nem mesmo os coleguinhas do berçário, que engatinharam com a maior simpatia em sua direção, como se estivessem dando boas vindas. Não queria conversa. Qualquer movimento que eu fizesse poderia representar para ela a possibilidade de ser a minha saída dali e era o momento certo do choro.
O olharzinho triste, com medo de ficar sozinha... =/ 
Eu sei que o hotelzinho será bom pra ela, para o seu aprendizado e que o convívio com aqueles bebezinhos fará muito bem a ela. Não tenho ciúmes. Mas algo me doía muito.. nas primeiras horas em que fiquei ali entre ela, as tias do berçário e os outros bebês, Maria Joana transparecia desespero e medo do momento certeiro que eu iria sair dali. Eu tentei passar calma e segurança, mostrando a ela que ali tudo estaria bem e que, mesmo na minha ausência, ela estaria segura.

O ambiente é tão aconchegante...
Procurei mostrar proximidade com a berçarista, pra que Maria se sentisse segura com ela. Não, não senti ciúmes... nem um pouquinho. Eu senti um aperto muito grande no peito por ver minha filha chorando muito e não poder acalmá-la da minha forma. Eu sabia que era simples: era só pegá-la no braço e ela automaticamente pararia de chorar, se agarraria em minha roupa e me pediria com os olhos pra voltar pra casa.

Maria Joana interagindo com tia Amanda e os coleguinhas
Mas nem sempre o que é simples é a melhor decisão quando se trata de filhos. Nem sempre eu poderei estar junto com ela nos seus momentos de medo e desespero, esperando o momento de ela derramar a primeira lágrima pra eu pegá-la imediatamente no colo. Ela tinha que se acostumar com as tias do berçário, com os coleguinhas e com o ambiente, com aquela salinha onde ela passará boa parte de seus dias - sem a minha presença. 

A cada dia os momentos de desapego se fazem necessários e só quando assumimos o papel de mãe é que sentimos o tão falado - e zombado - aperto no peito. Dói mesmo.. dá vontade de telefonar toda hora para o hotelzinho e perguntar se ela chora muito, se ela já se acostumou com o berçário, se raspou o pratinho na hora do almoço, se chamou por mim, se chorou na hora de tomar banho...

Aos poucos ela foi se soltando
Todo mundo acha graça ao ouvir isso e diz que "toda mãe e igual". Mas pra quem é mãe, esse é o temido aperto no peito e ele realmente dura o dia todo. Mas, em apenas dois dias, já é perceptível o desenvolvimento de Mariazinha desde o hotelzinho. Desde o engatinhar - agora ela fica o tempo todo tentando ficar com os joelhos fixos no chão - até o ato de bater palminhas. Pelas horas que eu fiquei ao seu lado, junto com os coleguinhas do berçário, percebi que ela observa todos os movimentos dos coleguinhas e em seguida tenta avançar nos próprios movimentos. Tão fofinho... #)   

Maria Joana e João Pedro
          

sábado, 7 de maio de 2011

Meu primeiro Dia das Mães

A primeira visão que vou ter amanhã quando abrir os olhos é o rostinho magnífico de Maria Joana. Depois de trocarmos nosso radiante BOM DIA - eu, através das palavras e ela, através do sorriso -, juntas vamos comer, tomar banho, conversar bastante e ouvir um pouco de música. 

Enquanto arrumo sua bolsa para as visitas a cada avó, tenho a honra de ser admirada fielmente por dois olhinhos de amêndoa e um sorrisinho tão banguelo quanto lindo. E assim nossa cumplicidade se faz cada vez mais forte, seja numa "simples" troca de olhares ou no momento de maior paz do meu dia inteiro: a hora de dormirmos abraçadinhas. 

Nesse Dia das Mães, eu já tenho o maior presente que poderia ganhar. Sentir minha Maria no colo, olhar pra ela, ver seu sorriso, ouvir sua voz, sentir sua mãozinha alisando meu rosto - e até mesmo puxando meu cabelo com toda a força que ela se permite -, sentir seu cheiro irresistível e fazer as atividades que fazemos juntas todos os dias me dá a certeza de que, em meio aos dilemas e descobertas da vida, TUDO é mais intenso e encantador depois que eu abri as portas do meu coração para uma nova, eterna e arrebatadora paixão: a de ser mãe. 

Meus dias, minhas lágrimas, meus sorrisos... meu mundo, enfim, é muito mais lindo e todas as coisas são mais lindas porque Maria Joana faz parte de tudo. Meu Feliz Dia das Mães para todas aquelas que, como eu, tem a honra de dormir e acordar a cada dia com mais amor no peito e motivos de sobra pra rir à toa!! Ser mãe é muito bom... e ser mãe de Maria Joana é incrivelmente sensacional! 

Feliz Dia das Mães!! =)

terça-feira, 15 de março de 2011

UM DIA TRISTE... =/

Quando viramos mãe, aos poucos percebemos que repetimos tudo aquilo que ridicularizávamos em nossas mães ou nas mães de nossos amigos. Uma velha frase não diz nada pra nós quando somos criança: "Quando você for mãe, você vai entender". Mas quando temos um filho, sentimos o que ela quer dizer de verdade... mesmo depois de tantos anos ouvindo isso sem dar importância. 

Hoje é o primeiro dia que chego para almoçar e minha bebê não está aqui pra me receber. Ela foi passar o dia na casa da bisavó. É sempre ela que me espera, de braços abertos, sacudindo as perninhas, com o cabelo assanhado de tanto se virar no carrinho e um sorrisinho no rosto que só ela tem. Não exagero quando digo que saio de casa pensando na hora de voltar pra ver esse sorrisinho só pra mim... é verdade.


E quando saí do trabalho senti um vazio, por saber que chegaria em casa e ela não estaria. A casa fica vazia sem a voz dela, sem o sorrisinho, sem tudo isso. Fiquei desejando que alguém me chamasse pra almoçar na rua ou em qualquer outro lugar, e até pensei em fazê-lo. Mas como tenho aula mais tarde, teria que passar em casa de qualquer jeito. 

Assumo meu sentimento, que pode parecer ridículo e infantil... mas só depois de ser mãe é que eu imagino o que minha mãe sentiu por diversas vezes. 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

PENSANDO NA VOLTA...

Até hoje eu fico com o coração apertado quando meu sobrinho, Riquinho, me pergunta: "Tia Priscila, não seria melhor se você voltasse a morar com a gente?". Também me dói um bocadinho no peito quando minha sobrinha, Clarissa, chora na hora que eu vou embora, sempre que passo o dia com eles. Nenhum de nós três digeriu ainda a idéia de que não moramos mais juntos.

Riquinho, Clarissa e Maria Joana
Mas agora, volto a ficar com o coração apertado... por outro motivo: segunda-feira eu retorno ao trabalho, depois de quase seis meses afastada. É, já vai fazer seis meses que minha princesinha nasceu. Nas últimas semanas, eu me peguei chorando quando pensava no fim da minha licença-maternidade. 

Mas não estou triste. Em primeiro lugar, porque ela vai ficar com o pai, por enquanto. Depois, porque eu adoro meu trabalho... ler, escrever e fazer matérias me reacende a cada dia. Então, voltar a fazer isso depois de seis meses parada vai me dar uma revigorada. Mas é inevitável ficar com o coração partido!!

Minha princesinha dos olhos de amêndoa... =)
Minha rotina vai mudar totalmente, não terei mais o dia todo pra ficar com a minha princesinha... pra deitar com ela no colchão sem ter hora de levantar, observar seus olhinhos percorrendo todo o ambiente e ver seu sorriso se abrindo quando ela finalmente vê meu rosto e estica a mãozinha em direção a ele. 

Eu não vou mentir, sem medo de parecer ridícula... choro só de pensar que todos os dias vou sair de casa logo cedo, sem ouvir sua voz ou ver seu sorrisinho, me olhando como se ela se sentisse segura pelo simples fato de eu estar ali. Como se estivesse querendo realmente me pedir pra eu não sair (como as crianças sempre pedem depois que aprendem a falar).

É como quando me lembro do dia em que ela nasceu. Nunca vou saber descrever o que senti ao ver minha filha pela primeira vez, pequenininha e suja, com os olhinhos ainda fechados e a carinha "emburrada". 

Recebendo meu presentinho divino
Eu fiquei paralisada. A única coisa que se mexia em mim eram as lágrimas ininterruptas e a boca, que tremia descontroladamente. Alguém me disse, poucos dias antes do parto, que quando eu desse à luz, meu coração iria se expandir de uma forma que eu sentiria como se ele não coubesse mais em meu peito. 

É a mais pura verdade. E quando você pensa que não é capaz de amar tanto uma pessoa, a cada dia esse amor aumenta. Ver Maria Joana crescendo, descobrindo os objetos ao seu redor, reconhecendo as pessoas, aprendendo a amar e a sorrir para o mundo... tudo isso faz você perceber que a vida vale a pena, com todas as suas dores e dilemas. 

Tem coisa mais linda?
Mas o que me conforta é o óbvio. Eu sei que vou voltar pra casa todo dia sabendo que minha filha estará me esperando. Mas é uma certeza que dá alegria. E sempre que eu volto, a primeira coisa que ela faz quando me vê é sorrir... e sacudir os braços e as pernas com uma agonia de quem espera muito por uma pessoa até que ela apareça. E é assim que eu já saio de casa: pensando na volta!! =)

sábado, 29 de janeiro de 2011

COM A PALAVRA, O PAI!


Quando Pri começou a fazer o blog, ela me pediu um texto, sugerindo que eu pudesse colaborar e tal. Na época eu pensei em escrever algo sobre meus sentimentos quando eu soube que ela estava grávida. Mas toda gravidez não planejada (ou quase toda) causa susto, medo, a pessoa fica apreensiva com o futuro e não vi como escrever sobre isso. Não estava me sentido pai, essa é a grande verdade. 

É porque é dificil se sentir pai antes do seu filho nascer. A mãe sente o filho crescendo ali na barriga e quando ele mexe, ela sente... todos os cuidados são para a mãe, inclusive os elogios. O pai torna-se um elemento secundario. 


O pai só se sente pai mesmo quando o filho nasce... no meu caso, minha filha. Outro fator que mexia comigo era o fato de eu não ter conhecido meu pai, ou seja, não tive aquela referência paterna que muitos tem. Sei que ele esta por aí, mas não o conheço e isso é algo que ainda não superei.

Maria com 4 meses no colo do pai

Quando descobrimos que era uma menina, fiquei ainda mais emocionado. Não tive medo, como dizem por aí que todo pai tem quando descobre que terá uma menina. Sabemos que muitos homens temem ter filha mulher. Primeiro pelo machismo, óbvio. O homem sabe muito bem o quanto somos machistas, mesmo quando deixamos certas práticas para trás. 

O segundo fato é que o homem sabe que não poderá compartilhar da mesma forma de certos momentos da vida da filha: o primeiro sutiã, a menstruação, virgindade... todos esses assuntos o pai sabe que mesmo sendo um pai compreensivo e "de boas" nunca vai substituir a mãe. Mas com certeza outras emoções serão dividas e isso não impede o pai de ser companheiro da filha.


Não recordo ter sentido maior emoção da que eu senti no parto. Aqueles minutos que atecedem a saída... é dificil descrever. Ali é o momento em que a ficha cai, e que você pode sair da sala de parto e gritar "eu sou pai!". 


Porém, nas primeiras semanas, a mãe volta ao controle da situação. A criança só mama e dorme, e ao pai resta trocar fraldas e colocar para arrotar. É, ser pai parece fácil, mas às vezes você sente uma ponta de inveja da mãe. E não é por conta da licença-maternidade. A relação mãe e filho é muito mais forte nas primeiras semanas. O pai fica praticamente "boiando", esperando o momento de participar. 


Os dias passam e não há como esconder o prazer de segurar o bebê no colo e não há nada mais fascinante que acompanhar o seu desenvolvimento. E, sem falsa modéstia, minha filha é linda e vem se desenvolvendo muito bem. E quando começa a sorrir? Cara, não tem coração duro que não se derreta com o sorriso de um bebezinho... aquela risadinha gostosa fazem os problemas sumirem. Ser pai é muito bom e ser pai da Maria Joana é melhor ainda. 

Maria Joana com dois meses

Rafael Aragão - pai de Maria Joana.

domingo, 2 de janeiro de 2011

REVEILLÓN

2010 foi um ano cheio de surpresas boas e inacreditáveis. De janeiro a dezembro, diversas novidades permearam meu dia a dia. Em apenas um ano me formei, consegui dois empregos, engravidei, fui demitida de um dos dois, me casei, saí da casa de meus pais, tive minha filha, voltei à academia e me matriculei na auto escola. Ufa! Certamente há outros detalhes dos quais não me lembro agora, mas só esses fatos já são suficientes para ilustrar o furacão que foi o ano de 2010 na minha vida.

Mas, mesmo já tendo comemorado 25 aniversários, somente agora eu entendo porque essas datas são tão importantes em nosso calendário. Para uma mãe, comemorar o aniversário de um filho é algo sem explicação. Sempre que chega o dia 10 de todo mês, me lembro da gravidez, do parto e daquele momento inesquecível em que peguei Maria Joana em meus braços pela primeira vez.

Bom, no meu primeiro Reveillón como mãe, todas essas lembranças vieram à tona no momento em que eu assistia à queima de fogos aqui na rua, com Maria Joana nos braços. Tive que segurá-la, pra que ela não se assustasse com os fogos. Adivinha... a maior queima de fogos, vários sons de carro tocando na rua, duas caixas de som aqui mesmo em casa, e ela dormiu a noite toda de Reveillón. Só se acordou às 7h da manhã do dia 1º.

Maria Joana dormiu tanto que nem tiramos fotos com ela. =/ Triste, não? Pois é, esse Reveillón ficará sem registros fotográficos. Mas as emoções nunca serão esquecidas. =)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Descobertas e mais descobertas

Já tem mais de uma semana que não escrevo sobre as maravilhas de cuidar de Maria Joana (além dos probleminhas também). A verdade é que, à medida que ela vai se descobrindo e observando as coisas ao seu redor, eu fico mais envolvida e não consigo fazer outra coisa a não ser interagir com ela nesses momentos de descoberta. Além disso, quando ela está dormindo, ou eu durmo junto com ela ou vou cuidar das suas roupinhas.

Três semanas depois que ela nasceu, duas bonequinhas do móbile do berço haviam se soltado e eu tirei para depois costurá-lo. No entanto, nunca tinha tempo. Há cerca de duas semanas, enfim, dei um jeito nas bonequinhas e pendurei de volta no berço. Ao meu espanto, quando ela se acordou e viu aquele móbile ali, ficou hipnotizada. Ela já está na fase dos risinhos soltos, então passou muito tempo olhando para as bonequinhas e rindo.

E agora, todas as vezes em que ela se acorda, os olhinhos já se direcionam para o móbile e passa muito mais tempo quietinha até chorar. Ao invés de me acordar com as reclamações dela, me acordo com os sonzinhos delicados que ela solta, como se estivesse rindo e conversando com as bonequinhas. 

E sempre que vou trocar sua fralda no berço, ela imediatamente fixa os olhos no móbile. E a reação dela, como se estivesse vendo uma grande amiga.. é lindo demais. Então, para que ela fique mais tempo no carrinho sem pedir braço, eu resolvi pendurar alguns dos seus amiguinhos no carro. Vejam que interessante:

Maria Joana interagindo com o móbile do berço

Um móbile improvisado no carrinho.. rsrsrs.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

ENTRE AMORES E PRAZERES...

No próximo dia 10, Maria Joana completa um mês de vida fora do útero quentinho da mamãe... nossa, passa rápido demais!! Parece que foi ontem que eu estava na maternidade, entrando em trabalho de parto e passando a maior tensão e espera que já tive na vida. Parece até que foi ontem que eu fiquei em choque diante de dois pontinhos cor de rosa daquele teste de farmácia (que guardo até hoje).

=]
Eu diria que lembro as sensações como se acabasse de senti-las. Todas elas. A descoberta da gravidez, o susto, os enjôos (que foram muito poucos), o momento de dar a notícia a todo mundo, as vezes em que sonhei com o rostinho dela, em que imaginei como seria daqui pra frente com um bebezinho que dependeria exclusivamente de nós nos primeiros anos... 

Todos os momentos de angústia, ansiedade, preocupação e alegria desde o início da gravidez... sinto como se tivesse acabado de senti-los e agora minha bebezinha já está prestes a completar um mês. Entre dúvidas, apreensões, noites mal dormidas, cansaço, alegrias e prazeres dessa nova descoberta, posso dizer que cada minuto está sendo maravilhoso. Meio desgastante às vezes, mas muuuuito prazeroso. 

Meu sorrisinho mais lindo!!
Depois de alguns estímulos, Maria Joana já dorme quase uma noite inteira, mama como um "bebê profissional" e responde a várias ações externas. Olha diretamente para as pessoas que falam perto dela, sorri diversas vezes quando conversamos com ela bem pertinho do rosto e adoora se deitar de bruços por cima de nosso peito.

Bom, essa semana estava dando um saque na internet e encontrei um link com 50 perguntas e respostas para mamães com bebês recém-nascidos. Vejam que interessante: 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

AH, A SAUDADE...

Ontem saí pela primeira vez sem Maria Joana a tiracolo, quando fui comprar o carrinho dela, com Rafa. Antes de sair, dei um pouco de mama, mas percebi que ela ficou querendo chorar. Deixei um bocado de leite na mamadeira pra avó dar, quando ela tivesse fome. 

Parece ridículo, mas tive vontade de chorar quando estava saindo. E, durante toda a compra, desde a ida até a volta, não parei de pensar nela em um só minuto. Além do carrinho, tínhamos até outras coisas menores pra olhar, mas eu preferi voltar logo pra casa.

Chegamos no centro às 15h e às 16h estávamos em casa. Ai, que tristeza ficar sem meu bebê. Pensei de tudo um pouco: que ela poderia chorar tanto de saudade que a gargantinha dela poderia doer, que ela poderia não conseguir tomar o leite da mamadeira e continuar com fome... 

Ainda não sei como vai ser quando eu voltar a trabalhar, mas imagino que será bastante doloroso... =/

terça-feira, 14 de setembro de 2010

CHEGOU!!!! =]

Sei que passamos um bom tempo sem atualizar o blog, mas os últimos dias anteriores à chegada de Maria Joana foram de muita correria, pra deixar tudo prontinho para o grande dia. Não sobrou um minuto sequer para escrever e compartilhar com vocês os momentos finais da fase de barriguda. E olhe que, se tivéssemos tido mais tempo, muita coisa ainda teria sido providenciada.


Mas agora estamos aqui, com um lindo anjinho em nossos braços. O parto foi na sexta-feira, dia 10 de setembro. Demorou bastante pra começar, mas Maria Joana nasceu às 17h32, com 3,670 kg e 49 centímetros. Apesar de grandinha e bem nutrida, nos deu um susto na hora de sair, porque nasceu com a respiração fraquinha e teve que passar a noite na Unidade de Tratamento Intermediário (UTIN). Só pude ver o rostinho de minha pequenina no dia seguinte, pela manhã. 


Foi a noite mais desesperadora e demorada desses 25 anos. Mas passou, e quando vi minha filha pela primeira vez, já fortalecida, quase me debrucei de emoção. Até fiquei com calafrios e me deu uma tremedeira, mas respirei fundo e consegui retomar o fôlego depois de alguns minutos e segurar minha bebezinha.


O parto (cesáreo) foi delicado, mas a recuperação está sendo muito boa e tranquila. Gente, minha princesa é um sucesso: linda, fofa e saudável. Sei que é clichê para uma mãe dizer isso, mas eu juro que é o rostinho mais lindo e encantador que já vi em toda a minha vida. E como explicar o que se passa nesse momento em nossas vidas? Não tem como...

A primeira mamada!! =]
Olhar pra ela, conversar, trocar as fraldas, amamentar, colocá-la pra dormir, vestir as roupinhas uma a uma... tudo isso é de uma emoção sem descrição no universo. É um bem que não se compara a nenhum outro. Quando você acha que alguma coisa já foi arrebatadora em sua vida, vem a tarefa de ser mãe e acaba com muitos dos seus conceitos anteriores.

Mamãe e papai
Já dá pra conhecer muuito da personalidade dela. Sabemos que ela adooora dormir. Se deixar, ela dorme o dia todo. Mas tem que acordar pra amamentar. Ela também gosta de mamar (é claro!), mas quando é preciso acordá-la pra que ela se alimente, já sabemos que é uma guerra. Ela prefere dormir. Enquanto trocamos a fralda dela ou vestimos uma roupa, ela se distrai bastante e adora quando conversamos olhando nos olhos dela. 

Quando cantamos pra ela, os olhos ficam mais em alerta e ela se concentra em ouvir aquele som. Ela só gosta de dormir com a mãozinha apoiando a cabeça no travesseiro e adora quando está sendo paparicada (claro, quem não gosta?). 

Linda e fofa
Seguem as primeiras fotos de nossa princesinha, depois postamos mais. Teria muitas coisas a falar, mas o espaço é curto e tenho aproveitar o tempo antes da próxima mamada. =]

Beijos a todos e obrigada pelos votos de felicidades!!!

A enfermeira me caducando...


Saindo da maternidade e
indo conhecer minha casinha... =]


Com minha mamãe e a
Nossa Senhora do Bom Parto



Com meus priminhos e titia Samyra


Com minha vovó antes de ir pra casa

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

AOS POUCOS

Faltam mais ou menos 15 dias pra Maria Joana vir ao mundo e a ansiedade cresce cada vez mais (já tá clichê falar isso, mas é verdade.. rsrsrs). Nunca dei banho em recém-nascido, nem faço idéia de como se faz várias coisas. Mas dizem que ser mãe só se aprende na prática... rsrs. Algumas coisas eu vou lendo na internet e aprendendo, na medida do possível. Outras, eu acredito que somente a prática cotidiana mesmo pode ensinar. 

Hoje o pessoal da loja onde compramos os móveis do quarto de Maria Joana veio fazer a montagem. O guarda roupa e o bercinho estão lindos, ao lado da minha cama. Dá vontade de ficar olhando o tempo todo. Nunca imaginei ter um berço em meu quarto. Daqui para o final de semana, devemos terminar de preparar ele todo. 

O bercinho...

... e o guarda-roupinha!! =)



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

UMA REVOLUÇÃO DE COISAS...

Estamos a três semanas (aproximadamente) da chegada de Maria Joana. Quando chega-se nesta reta final, os pensamentos e sentimentos ficam cada vez mais emaranhados. Uma doideira, para ser mais simples. 

Durante os últimos meses, cada dia me proporcionou uma emoção peculiar. Só não posso dizer que foi uma gravidez tranquila. Em poucos meses, eu saí da casa de meus pais, me casei e minha rotina deu uma reviravolta monstruosa.

Passamos mais de um mês pra encontrar uma casa legal, depois quase dois meses esperando a casa sair, mobiliar (pelo menos com o básico) em tempo recorde... antes disso, tivemos que ter o preparo psicológico pra lidar com a notícia da gravidez e o pior momento de todos: dar a notícia às famílias (uma tensão filha da p$#&¨*). 


Ficar longe dos meus sobrinhos dói no coração. Quando Maria Joana nascer, passaremos menos tempo juntos e, quando penso nisso, já fico um pouco triste. Mas uma outra grande alegria também está por vir e, com o tempo, sei que ficarei mais feliz ainda vendo os priminhos brincarem juntos. 

Sei que não foi fácil para meus pais me verem sair de casa, e pra mim também não foi dos melhores momentos. Mas o tempo se encarrega de tapar esse buraco. Casar tem seu lado bom, mas tudo que você faz de sopetão leva um tempo para digerir. Intimidade, rotina, discussões, desabafos... às vezes você sente que está dividindo tanta coisa sua com a outra pessoa, mas quando começa a se assustar com isso, percebe que aos poucos já está naturalizando. 

Mas, atenção: preservar os espaços individuais é muito importante. Nem sempre você quer dividir aquele momento com o outro, e precisamos entender que é um hábito natural. Além disso, acabei de me formar e vou colar grau com a barriga saindo pela boca, isso também é uma mudança radical demais.

Participando do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre

Em seis anos de UFS, vivi coisas incríveis... mas deixa pra lá, porque futuramente minha filhinha vai ler esse blog (rsrsrs). Em meio a tudo isso, também precisei me acostumar com a idéia da gravidez e de ver minha barriga crescendo cada vez mais... 

Esse teatro da UFS vai ficar na história do movimento estudantil...

É difícil para os homens (ou mulheres que nunca ficaram grávidas) entenderem isso, mas por mais que eu olhe no espelho e veja minha barriga tomar proporções gigantescas, ainda não me acostumei com a gravidez. E agora ela chega à sua etapa final... então, antes de me acostumar com o fato de ser mãe, receberei minha filha em meus braços e não terei tempo para pensar muito no assunto... 

A cada vez que minha bebezinha se mexe, eu tomo um susto e ainda acho uma coisa impressionante. Sei que não estou preparada mas, ao mesmo tempo, quero que ela nasça logo e comece a preencher meus dias com encanto e alegria. Só de imaginar, já sinto aquele cheirinho de bebê pela casa. Quando penso nela, mesmo antes de nascer, percebo o quanto todos os amores que sempre achei serem arrebatadores são ínfimos diante do que sinto nesse momento. =)